Alta de juros nos EUA dificulta redução da Selic no Brasil, diz economista

À CNN Rádio, Alexandre Chaia explicou que os Estados Unidos vivem o maior ciclo inflacionário desde a crise do Petróleo, nos anos 1970

Decisão do Fed vai atingir o Brasil, na avaliação de Alexandre, assim como a Europa e a Ásia também
Decisão do Fed vai atingir o Brasil, na avaliação de Alexandre, assim como a Europa e a Ásia também Ciclista passa em frente à sede do Federal Reserve na Constitution Avenue em Washington, EUA27/03/2019REUTERS/Brendan McDermid

Amanda GarciaBel Camposda CNN

em São Paulo

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O Federal Reserve System, banco central dos Estados Unidos, deve aumentar as taxas de juros de forma agressiva, com altas de meio ponto percentual.

O economista Alexandre Chaia, que é professor de Finanças do Insper, em entrevista à CNN Rádio, disse que o movimento é esperado pelo mercado, já que este é um “remédio amargo que todos os bancos centrais do mundo tomam em períodos de inflação.”

“Os EUA têm o maior ciclo inflacionário desde a crise do petróleo, que aconteceu quase 50 anos atrás”, completou.

Segundo o economista, haverá um controle de preços, mas não de modo artificial.

“Não será com congelamento, mas, sim, pela incapacidade de as pessoas consumirem, já que vai ficar mais caro, dessa forma, vai reduzir o consumo e aumentar a oferta, para que os preços caiam.”

A decisão do Fed vai atingir o Brasil, na avaliação de Alexandre, assim como a Europa e a Ásia também. Isso porque, desde a crise do petróleo nos anos 70, o mundo se tornou mais integrado.

“Essa subida dos juros deve dificultar o Banco Central de reduzir a taxa de juros mais rapidamente. Havia a expectativa de parar na faixa de 12% que está agora, mas, se o Fed subir juros para 2% e a política monetária for restritiva de reduzir crédito, o custo dos empréstimos internacionais vai ficar mais caro e será difícil manter a diferença que pagamos dos juros aqui.”

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