Alta de taxa dos juros encarece empréstimos e financiamentos, alerta economista

À CNN Rádio, Silvia Okabayashi disse que palavra de ordem, no momento atual, é economizar

Organização financeira é essencial para que o endividamento das famílias não aumente no período de instabilidade.
Organização financeira é essencial para que o endividamento das famílias não aumente no período de instabilidade. Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Amanda Garcia, com produção de Bel Camposda CNN

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O aumento da taxa de juros – que subiu a 9,25% após novo reajuste do Banco Central – exige ainda mais cautela do consumidor, segundo a coordenadora do curso de Economia da Universidade Metodista, Silvia Okabayashi.

Em entrevista à CNN Rádio, ela explicou que há várias implicações que vêm com a alta da Selic. “Usar cheque especial, por exemplo, que normalmente já é uma linha de crédito com taxa de juros elevadíssima, deve aumentar ainda mais.”

“A melhor recomendação é que tenhamos critério nos gastos nesse momento, que possa pensar se aquilo que vamos consumir é necessário, a palavra de ordem é economizar, tudo fica mais encarecido”, completou.

A professora citou ainda os financiamentos e empréstimos como outros fatores afetados pelos juros. “Vai encarecer mais o financiamento imobiliário, empréstimo pessoal, a compra de produtos de maior valor agregado, como eletroeletrônicos e veículos, tudo vai ficar mais difícil.”

Ela defende a organização financeira para que o endividamento das famílias não aumente neste período de instabilidade.

Para Silvia, o instrumento do BC de aumentar os juros “funcionaria bem se estivéssemos vivendo uma inflação de demanda”.

No entanto, o que temos é uma inflação de oferta, ou seja, “de repasse de custos de produção, boa parte dele é oriundo do aquecimento da demanda mundial que tem encarecido produtos essenciais básicos de consumo, como commodities.”

A economista ainda vê a necessidade de um cenário político-econômico de mais estabilidade. “A taxa de juros causa reações controversas, como o aumento do endividamento público, que traz uma instabilidade maior e dificuldade na atração de investimentos produtivos, que são aqueles capazes de gerar emprego e renda.”

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