Alta no preço de combustíveis preocupa Bolsonaro, que reúne ministros

Integrantes do governo afirmaram que foi uma reunião de "constatação" do problema, uma vez que consideram inevitável o efeito cascata

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Mateus Bonomi/Agif - Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo

Basília Rodriguesda CNN

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Alvo de críticas, o presidente Jair Bolsonaro reuniu boa parte da equipe de ministros, nesta terça-feira, para falar da alta de combustíveis e da preocupação com os impactos do reajuste. Integrantes do governo afirmaram à CNN que foi uma reunião de “constatação” do problema, uma vez que consideram inevitável o aumento no preço de frete, passagens e alimentos, como efeito cascata.

Os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o de Economia, Paulo Guedes, apresentaram o cenário. Guedes afirmou que o “grande vilão” é o ICMS, cobrado pelos governos estaduais e que o governo federal trabalha para regulamentar o imposto, que passaria a ter alíquota fixa. Ainda não há definição se será por meio de decreto ou projeto de lei. A segunda opção exige acordo com o Congresso.

Outra frente é reduzir o Pis/Cofins, que é tributo federal. Haverá reunião de técnicos da Economia e Casa Civil para falar da redução de impostos. E a longo prazo, a equipe de Guedes aposta na reforma tributária.

Pazuello

Durante a reunião, os ministros também trataram de pandemia e da renovação do auxílio emergencial, que está em construção.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, falou de Manaus. Ele recapitulou sua defesa e voltou a dizer que agiu de acordo com as informações que tinha.

Alguns chegaram ao Planalto na expectativa de mudança na equipe, como a formalização de que Onyx Lorenzoni assumirá a Secretaria Geral da Presidência – o que não ocorreu, apesar de Bolsonaro já ter confirmado que fará essa mudança.

Um ministro afirmou à CNN que as mudanças ficarão para depois do Carnaval. O governo irá anunciar o novo ministro da Cidadania e pretende criar mais uma pasta, ao menos, contando com a aprovação da Autonomia do Banco Central, que deixaria de ter status de ministério.

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