Alvos de privatização do governo vão dos Correios ao porto de Santos

É pouco provável, no entanto, a conclusão de qualquer dos processos ainda neste ano, pois boa parte está em fase de modelagem ou aguarda autorização

Raquel Landimda CNN

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As prioridades do governo federal para a privatização são Correios, Eletrobras, Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o Porto de Santos, apurou a CNN junto a fontes da equipe econômica.

Em entrevista aos âncoras William Waack e Rafael Colombo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que vai anunciar quatro privatizações nos próximos 90 dias.

É pouco provável, no entanto, a conclusão de qualquer desses processos ainda neste ano. Boa parte está em fase de modelagem ou aguarda autorização do Congresso.

A equipe econômica conta com os recursos para cobrir parte do rombo fiscal provocado pela pandemia. A previsão de déficit fiscal neste ano é R$ 850 bilhões.

A venda das ações da Eletrobras é o processo que está mais avançado, mas depende do aval do Congresso. A PPSA, que reúne participações da União em campos do pré-sal, pode ser uma das mais valiosas.

No Correios, não há definição sobre o modelo. Se for vender toda a empresa, é preciso alterar a Constituição para revogar o monopólio da entrega de cartas. Outra possibilidade é repassar à iniciativa privada apenas a parte de encomendas.

Além das empresas citadas acima, a Caixa Econômica Federal também prepara a venda de suas subsidiárias de seguridade e loterias. O banco paralisou o processo com o início da pandemia e aguarda o melhor momento de mercado.

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