Amazon irá implementar 3 novos centros logísticos no Brasil

As unidades serão em Minas Gerais (Betim), Distrito Federal (Santa Maria) e Rio Grande do Sul (Nova Santa Rita)

Entregador da Amazon em Denver, Colorado (EUA), em meio à pandemia de coronavírus (22.abr.2020)
Entregador da Amazon em Denver, Colorado (EUA), em meio à pandemia de coronavírus (22.abr.2020) Foto: Kevin Mohatt/Reuters

Da Reuters

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A Amazon anunciou nesta segunda-feira (9) a abertura de mais três centros logísticos no Brasil, com a gigante norte-americana reforçando posição no país onde o comércio eletrônico teve grande impulso na esteira da pandemia da Covid-19.

Com as unidades em Minas Gerais (Betim), Distrito Federal (Santa Maria) e Rio Grande do Sul (Nova Santa Rita), a Amazon eleva para oito o total de centros de distribuição no Brasil, facilitando a chegada a todos os municípios.

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Os centros, locados, têm um espaço conjunto total de cerca de 75 mil metros quadrados, com possibilidade expansão, caso necessário. A empresa não revelou o montante do investimento empregado. O movimento, a maior expansão logística da companhia no Brasil desde que chegou ao país, em 2012, deve criar cerca de 1.500 empregos diretos.

Segundo Alex Szapiro, principal executivo da Amazon no Brasil, os novos centros permitirão que a companhia eleve de imediato, de 400 para mais de 500, os municípios cujos clientes do programa Prime recebam produtos em até dois dias úteis.

“O Brasil é o país com o crescimento mais rápido em assinaturas Amazon Prime”, afirmou Szapiro em entrevista, referindo-se ao programa de fidelidade lançado no país em setembro do ano passado.

O anúncio ocorre às vésperas da Black Friday, no fim de novembro, e antes das vendas de Natal. Nos últimos meses milhares de comerciantes migraram negócios para canais puramente digitais diante das medidas de isolamento social. Essa migração se manteve nos últimos meses, mesmo com a gradual flexibilização da quarentena, o que foi refletido nos resultados do terceiro trimestre de companhias de vários setores no Brasil.

Na semana passada, o Mercado Livre, líder de comércio eletrônico da América Latina, anunciou que sua receita líquida na região disparou 148,5% em moedas locais. A operação no Brasil, 55% do total, subiu 112,2% em reais.

Nesse ambiente, rivais diretas e indiretas da Amazon no Brasil, incluindo Via Varejo, GPA e Magazine Luiza têm anunciado uma série de aquisições de startups de logística, de apoio à digitalização de pequenas empresas.

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