Aos 27 anos, criador da criptomoeda Ethereum entra para grupo dos bilionários

Moeda digital já acumula alta de mais de 375% em 2021

Vitalik Buterin, fundador do Ethereum, durante o TechCrunch Disrupt London 2015
Vitalik Buterin, fundador do Ethereum, durante o TechCrunch Disrupt London 2015 Foto: John Phillips / Getty Images para TechCrunch

Alexis Benveniste, CNN Business

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O programador russo-canadense Vitalik Buterin criou o Ethereum em 2013, quando tinha apenas 19 anos. Em 2015, a criptomoeda foi lançada oficialmente e, agora, seis anos depois, Buterin acumula mais de 333 mil unidades de ETH em sua carteira pública. 

Considerando que, nesta terça-feira (4), o Ether atingiu a marca de US$ 3,5 mil, a fortuna do jovem já passa de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões). Esse montante pode crescer ainda mais se a moeda continuar seguindo a tendência de alta, que já teve valorização de 375% em 2021. 

 

Buterin é um entusiasta de moedas digitais, e isso o fez cofundar, em 2012, o Bitcoin Magazine, um site de notícias voltado ao mundo das criptos. Diferente de grande parte dos seus colegas de profissão, ele não aparece muito nas redes sociais, mesmo carregando milhões de seguidores no Twitter.

Em 2014, ele foi selecionado no Thiel Fellowship, um programa de dois anos, criado pelo bilionário Peter Thiel -cofundador do Paypal-, que dá US$ 100 mil para jovens que querem construir projetos novos e independentes em vez de sentar-se em uma sala de aula.

Vitalik parece ter se dado bem nos negócios. Além da alta histórica que o Ethereum tem apresentado, atualmente ela é a segunda moeda digital mais valiosa do mercado, atrás apenas do Bitcoin. Segundo o CoinMarketCap, o valor total de Ethereum em circulação é de US$ 403 bilhões. 

Embora os investidores comprem e vendam milhares de criptomoedas diferentes todos os dias -incluindo o dogecoin instigado por um tweet de Elon Musk- o Ethereum e o Bitcoin respondem por quase dois terços de todo o mercado global de ativos digitais, que hoje representa cerca de US$ 2,3 trilhões (R$ 12,5 tri).

Este entusiasmo da criptografia disparou, ainda mais, em abril, quando a corretora de moedas digitais Coinbase estreou na bolsa de Nova York com uma avaliação de US$ 86 bi. Nesse cenário, o bitcoin atingiu uma alta recorde, seguida por uma disputa com o dogecoin, a criptomoeda do meme.

Os defensores do dinheiro eletrônico passaram anos insistindo que Ethereum, Bitcoin e outras moedas digitais poderiam revolucionar o mundo das finanças. Com o sucesso da estreia da Coinbase em Wall Street, esses fanáticos estão finalmente tendo seu momento.

O aumento do ethereum tem vários fatores, mas a grande responsabilidade pode ser creditada ao fato dela ser a criptomoeda preferida na compra de NFTs, artes digitais e outros itens colecionáveis que são transformados em ativos únicos e verificáveis fáceis de comércio no blockchain.

(Texto traduzido. Leia aqui o original)

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