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    Avaliado em US$ 6,5 bi, app de idiomas Duolingo dispara 40% em estreia na Nasdaq

    A companhia, que tem como um dos investidores o ator Ashton Kutcher, tem o Brasil como o maior segundo mercado do mundo — atrás somente dos Estados Unidos

    Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

    Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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    O aplicativo de aprendizado de idiomas Duolingo (DUOL) acaba de fazer o IPO (Oferta Inicial Pública) na Nasdaq, bolsa americana que reúne ações das empresas de tecnologia, tornando-se uma companhia de capital aberto. Em sua estreia, foi avaliado em US$ 6,5 bilhões após suas ações dispararem quase 40%.

    As ações da Duolingo abriram a US$ 141,4 por ação, superando o preço do IPO de US$ 102 por ação, que estava acima do limite superior da faixa estimada. A empresa captou quase US$ 521 milhões com a venda de cerca de 5,1 milhões de ações.

    O app, que tem como um dos investidores o ator Ashton Kutcher, tem o Brasil como o maior segundo mercado do mundo — atrás somente dos Estados Unidos. 

    Por aqui, 61% das pessoas utilizam o Duolingo para aprender inglês — 33% por conta dos estudos, 15,8% com foco em trabalho e 12,6% pensando em viagens.

    Em comunicado, a companhia afirma que “espera operar com ainda mais foco e intensidade e continuar a sustentar seus valores centrais: se concentrar no desenvolvimento do produto e garantir que aprender com a plataforma seja sempre divertido, eficaz e acessível para todos”. 

    O Duolingo diz ainda que “por ser uma empresa de capital aberto, terá os recursos e a visibilidade para continuar contratando os melhores talentos do planeta, assim como aumentar a equipe para apoiar o seu desenvolvimento.”

    Em entrevista ao CNN Brasil Business, em abril deste ano, a diretora de marketing do aplicativo, Analigia Martins, contou que o foco da empresa era continuar investindo pesado no marketing em terras brasileiras, com uma campanha que “dará o que falar” nos próximos meses, além do lançamento de uma ferramenta pensada para os brasileiros, que ela convenceu o time global a adicionar no aplicativo. 

    “Queremos levar o Duolingo para pessoas diferentes, que não conhecem o app no Brasil e que querem usar o idioma nesse momento em que vivemos agora, nesse momento de crise econômica, e não têm como pagar um curso”, afirma.

    A listagem da empresa ocorre num momento de grande interesse dos investidores em torno das chamadas “edtechs”. A plataforma de educação online Coursera se valorizou em 15% sobre o preço IPO em março, enquanto o MasterClass mais do que triplicou sua avaliação em um ano após um aporte em maio.

    *Com Reuters

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