Após dia positivo, Bolsas asiáticas voltam a operar em queda

Mercado financeiro segue sob efeitos das incertezas econômicas provocadas pelo aumento de casos do novo coronavírus e a "guerra dos preços" no petróleo

Com máscara de proteção ao novo coronavírus, homem observa painel com índices de ações, em Tóquio,, no Japão (10.mar.2020)
Com máscara de proteção ao novo coronavírus, homem observa painel com índices de ações, em Tóquio,, no Japão (10.mar.2020) Foto: Stoyan Nenov/ Reuters

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

Ouvir notícia

As Bolsas asiáticas voltaram a cair nesta quarta-feira (11), ainda sob efeitos das incertezas econômicas provocadas pelo aumento de casos do novo coronavírus (COVID-19) e a “guerra de preços” do petróelo entre Arábia Saudita e Rússia. Quedas foram registradas nas bolsas de Tóquio (que fechou o dia com variação de – 2,27%), Hong Kong (-0,63%) e Xangai (-0,94%).

Na terça-feira, os principais índices da região haviam se recuperado parcialmente das fortes perdas na segunda, quando a retaliação saudita contra a Rússia gerou baixas históricas. As altas no fechamento foram de 0.9% (Tóquio); 1,5% (Hong Kong) e 1,8% (Xangai).

As altas asiáticas se refletiram no resto do mundo. No Brasil, o Ibovespa subiu mais de 7%, n a maior alta diária desde 2009, após um tombo de mais de 12% na segunda-feira. As ações da Petrobras também mostraram melhora, após tombo de quase 30% na véspera, mas foram os papéis da Vale que se destacaram, com salto de mais de 18%.

Na segunda, os preços do petróleo sofreram um colapso histórico após a Arábia Saudita iniciar uma “guerra de preços” no mercado contra a antiga aliada Rússia. O índice do Brent, referência mundial, chegou a cair mais de 30% na abertura do mercado e, no início da madrugada, operava em baixa de 22%, em uma cotação de US$ 35 por barril. A queda foi a maior registrada desde 1991, durante a Guerra do Golfo. 

 

Mais Recentes da CNN