Área econômica vê com ressalvas nomeação de Fábio Faria

Auxiliares de Paulo Guedes avaliam que o apetite do Centrão por cargos pode atrapalhar a intenção da área econômica em privatizar Correios, EBC e Telebrás

O ministro das Comunicações Fábio Faria (PSD-RN): área econômica vê nomeação com ressalvas
O ministro das Comunicações Fábio Faria (PSD-RN): área econômica vê nomeação com ressalvas Foto: Zeca Ribeiro - 12.nov.2013/ Câmara dos Deputados

Igor Gadelhada CNN

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Uma ala da equipe econômica viu com ressalvas a nomeação do deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), genro de Silvio Santos, para comandar o Ministério das Comunicações. 

A preocupação é com a real disposição do parlamentar, que é de um partido do Centrão, em privatizar as estatais vinculadas à pasta, entre elas, os Correios, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Telebrás.

À CNN, auxiliares do ministro Paulo Guedes avaliaram que o apetite de legendas desse grupo por cargos pode atrapalhar a intenção da área econômica em privatizar essas empresas públicas.

Para integrantes do Ministério da Economia, a privatização de estatais não interessa a siglas de perfil mais fisiológico, pois diminui o número de cargos para os quais poderiam indicar aliados.

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“Sem a EBC e os Correios, o discurso privatizador (do governo federal) morre. Só sobra mixaria”, afirmou à coluna um secretário da equipe de Guedes que acompanha de perto o tema. 

Auxiliares do chefe da equipe econômica lembram que, antes da nomeação de Faria, partidos do Centrão já vinham negociando o comando de estatais como os Correios e da Telebrás. 

Com a posse do deputado, acreditam que essas nomeações não só serão mais facilmente concretizadas, como o grupo deve conseguir emplacar novas indicações políticas.

Após a publicação da nota, a assessoria de Guedes procurou a coluna para afirmar que a avaliação de parte de integrantes da equipe econômica não reflete a opinião pessoal do ministro. 

Segundo a assessoria, Faria já demonstrou ser favorável às privatizações, e a boa relação do novo ministro com o Congresso Nacional e a imprensa pode ajudar o governo.

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