Ásia: bolsas fecham em forte baixa, após Fed sinalizar aumento de juros em março

Expectativas é de que vários outros aumentos de juros serão necessários ao longo do ano para conter inflação nos EUA

Painel mostra índices das bolsas asiáticas
Painel mostra índices das bolsas asiáticas Foto: Aly Song/Reuters

Sergio Caldas, do Estadão Conteúdo

Ouvir notícia

As bolsas asiáticas encerraram os negócios desta quinta-feira (27) em forte baixa, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deixar claro ontem que pretende começar a elevar juros a partir de março.

O índice sul-coreano Kospi liderou as perdas na Ásia, com um tombo de 3,50% em Seul, a 2.614,49 pontos, seu menor nível em 14 meses. O Nikkei teve queda semelhante em Tóquio, de 3,11%, a 26.170,30 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1,99% em Hong Kong, a 23.807,00 pontos, e o Taiex apresentou baixa modesta em Taiwan, de 0,15%, a 17.674,40 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto caiu 1,78%, a 3.394,25 pontos, atingindo o menor patamar desde julho do ano passado, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve perda maior, de 2,87%, a 2.262,41 pontos, menor nível de fechamento em mais de oito meses.

Nesta última quarta-feira, o presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou claramente que o BC americano planeja elevar juros em março, o que não acontece desde dezembro de 2018.

Comentários de Powell, que se seguiram à decisão do Fed de manter suas taxas intactas neste mês, geraram expectativas também de que vários outros aumentos de juros serão necessários ao longo do ano para conter pressões inflacionárias e à medida que a economia dos EUA segue se recuperando dos choques da pandemia de Covid-19.

Investidores na Ásia também seguem atentos a desdobramentos de tensões geopolíticas entre Ucrânia e Rússia.

Na Oceania, a bolsa australiana foi tomada pelo sentimento pós-Fed na volta de um feriado nacional. O S&P/ASX 200 caiu 1,77% em Sydney, a 6.838,30 pontos, e entrou em território de correção, ao acumular perdas de mais de 10% desde o pico atingido em agosto de 2021.

Mais Recentes da CNN