Ásia: bolsas fecham na maioria em alta com dados e corte de compulsório na China

Movimento para injetar para injetar liquidez na economia chinesa atenuou preocupações sobre a ômicron e o mercado imobiliário

Redução da RRR é interpretada por especialistas como sinal de que Pequim está agindo para evitar disseminação da crise que abateu setor imobiliário
Redução da RRR é interpretada por especialistas como sinal de que Pequim está agindo para evitar disseminação da crise que abateu setor imobiliário Estela Aguiar

André Marinho, do Estadão Conteúdo

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As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (7), após o Banco Central da China cortar a taxa de compulsório bancário para injetar liquidez na segunda maior economia do planeta.

Dados chineses positivos também ajudaram a empurrar ao segundo plano as preocupações sobre a ômicron e o mercado imobiliário do país asiático.

Na segunda-feira, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou que reduzirá, a partir de 15 de dezembro, a taxa de exigência de reserva (RRR) em 50 pontos-base, com objetivo de liberar 1,2 trilhão de yuans (cerca de US$ 188 bilhões).

Investidores interpretaram a decisão como um sinal de que Pequim está disposta a agir para evitar que a crise de liquidez no setor imobiliário se dissemine por toda a atividade econômica.

Nesse cenário, a bolsa de Xangai encerrou a sessão desta terça com ganho de 0,16%, a 3.595,09 pontos, mas a de Shenzhen, menos abrangente, perdeu 0,72%, a 2.477,49 pontos. O índice Taiex, em Taiwan, por sua vez, subiu 0,61%, a 17.796,92 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,72%, a 23.983,66 pontos. O papel da Evergrande subiu 0,55%, após o tombo da véspera, de olho no anúncio de formação de um Comitê de Gestão de Risco para lidar com o risco de insolvência da incorporadora.

Também no radar dos negócios, as exportações na China cresceram 22% em novembro ante igual mês de 2020, segundo informou hoje a Administração Geral das Alfândegas do país asiático.

O resultado superou as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam avanço de 16,1%. As importações subiram 31,7% na mesma base comparativa.

No Japão, o Nikkei se elevou 1,89%, a 28.455,60 pontos, na Bolsa de Tóquio. As ações da companhia ferroviária West Japan Railway (+4,97%) e da aérea ANA Holdings (+3,82%) estiveram entre os destaques, em meio a sinais de que a variante Ômicron do coronavírus provoca casos leves da doença.

Em Seul, na Coreia do Sul, o índice Kospi teve alta de 0,62%, a 2.991,72 pontos, no quinto dia consecutivo de ganhos.

O papel da Samsung Electronics teve valorização de 1,44%, após a gigante do setor de tecnologia informar a fusão das divisões de telefonia móvel e de eletrônicos de consumo.

Na Oceania, o S&P/ASX 200, referência em Sydney, avançou 0,95%, a 7.313,90 pontos. O Banco Central da Austrália (RBA, na sigla em inglês) anunciou hoje a manutenção da taxa básica de juros em 0,10%.

RBA também decidiu continuar com as compras semanais de US$ 4 bilhões em títulos do governo ao menos até meados de fevereiro de 2022.

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