Asiática Grab, de transporte urbano, estreia na Nasdaq após fusão de US$ 40 bi

A listagem na Nasdaq marca o ponto alto da empresa de Cingapura, que começou há nove anos como um aplicativo de transporte urbano e agora opera em 465 cidades de oito países

CEO da Grab, Anthony Tan, e o cofundador Tan Hooi Ling, em Cingapura
CEO da Grab, Anthony Tan, e o cofundador Tan Hooi Ling, em Cingapura REUTERS

Por Anshuman Daga e Aradhana Aravindan, da Reuters

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As ações da Grab, a maior empresa de transporte urbano e entrega de comida por aplicativo do Sudeste Asiático, tiveram uma estreia firme no mercado norte-americano nesta quinta-feira, após a maior fusão da história envolvendo uma empresa de cheque em branco, no valor de 40 bilhões de dólares.

A listagem na Nasdaq marca o ponto alto da empresa de Cingapura, que começou há nove anos como um aplicativo de transporte urbano e agora opera em 465 cidades de oito países, oferecendo entregas de alimentos, pagamentos, seguros e produtos de investimento.

As ações da companhia subiram até 21% na abertura, antes de perderem fôlego e operarem próximas da estabilidade.

“O preço não faz diferença para mim. Eu vou comemorar esta noite e voltar ao trabalho amanhã”, disse o presidente-executivo, Anthony Tan, à Reuters, logo após a estreia das ações na bolsa.

A listagem, que também é a maior nos Estados Unidos realizada por uma empresa do sudeste asiático, ocorre após a companhia acertar em abril uma fusão com a companhia de cheque em branco Altimeter Growth, do investidor em tecnologia norte-americano Altimeter Capital Management. A operação levantou 4,5 bilhões de dólares, incluindo 750 milhões de dólares da Altimeter.

Espera-se que a economia digital do Sudeste Asiático dobre para 360 bilhões de dólares em valor bruto de mercadoria (GMV) até 2025, fazendo com que os rivais da Grab ganhem musculatura, incluindo a empresa regional de internet Sea e o grupo indonésio GoTo.

“O que mostramos ao mundo é que as empresas de tecnologia locais podem desenvolver grande tecnologia, capaz de competir globalmente, mesmo quando concorrentes internacionais têm presença local”, disse Tan à Reuters em entrevista na quarta-feira. “Podemos competir e vencer.”

A listagem da Grab traz um grande retorno para os primeiros investidores, como o conglomerado japonês SoftBank e a gigante chinesa Didi Chuxing, que é controladora da brasileira 99 e tornou-se acionista da Grab em 2014.

A receita do terceiro trimestre da Grab caiu 9% em relação ao mesmo período do ano anterior e o Ebitda ajustado foi negativo em 212 milhões de dólares. O GMV no trimestre atingiu 4 bilhões de dólares. A empresa pretende ter Ebitda positivo em 2023.

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