Aumenta a procura por eletrodomésticos mais econômicos no Brasil

Em 10 anos, uso eficiente de energia cresceu cerca de 40%

Adriana De Lucada CNN

Em São Paulo

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A evolução dos eletrodomésticos nos últimos dez anos fez com que ganhassem um aumento da eficiência energética em torno dos 40% – o que pode se tornar um aliado do consumidor em tempos de crise hídrica, que encarece as contas de luz.

As marcas em geral estão investindo mais em eletroeletrônicos mais econômicos. Já têm ar-condicionado – considerado um dos grandes vilões da conta de energia elétrica – capaz de diminuir até 70% do consumo total. A tendência é que se tornem ainda mais econômicos, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).

“Esse processo, essa transição ocorre de forma muito mais rápida que há oito anos, por exemplo. Acreditamos que nos próximos cinco anos essa realidade de 80% que ainda não possui produtos mais eficientes possa se inverter”, explica José Jorge do Nascimento Junior, presidente da Eletros.

Desde agosto deste ano, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) estabeleceu novas categorias de eficiência energética para geladeiras no Brasil, com níveis mais exigentes. Antes, os produtos eram classificados apenas entre as letras “E” e “A”. Agora, são 6, do “C” ao mais eficiente, a letra “A”, que ganhou quatro patamares.

O máximo de eficiência energética, que é o “A3+”, consome 30% a menos. A geladeira com essa classificação usa inteligência artificial para ajustar a refrigeração de acordo com os hábitos de consumo da casa. Uma economia na conta de energia elétrica que pode chegar a R$ 300 por ano.

“Depois de 21 dias, ele otimiza o uso do produto com base nesse hábito. É um produto que fica 100% do tempo ligado. Pode ajudar muito o consumidor no futuro”, explica o gerente-geral de produtos da Panasonic do brasil, Caio Cavalheiro Madeira Marques, à CNN.

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