Aumento de 15,5% nos planos é devido à volta de despesas assistenciais, diz Rebello

Diretor-presidente e diretor de gestão da ANS afirmou que plano de saúde é o terceiro maior desejo da familia brasileira

Artur Nicocelido CNN Brasil BusinessEster Cassaviada CNN

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou o reajuste de 15,5% dos planos para o período de maio de 2022 até abril de 2023. Este é o maior aumento desde o início da série histórica, em 2000. Em entrevista à CNN, Paulo Rebello Filho, diretor-presidente e diretor de gestão da agência, afirmou que a alta é devido à volta de despesas assistenciais.

Em 2020, quando a pandemia entrou no Brasil, houve uma redução da utilização das despesas assistenciais, e o reflexo disso, explicou o especialista, foi um maior índice negativo da história – um reajuste de menos 8,19%.

“O avanço da vacina e a economia voltando a girar, as pessoas passaram a ir nos prontos socorros e nos hospitais, e houve a retomada da utilização das despesas assistenciais e reflexo foi o aumento de 15,5%”.

Apesar da porcentagem, as operadoras podem cobrar valores menores. E, caso haja alguma cobrança superior, o diretor de gestão da ANS recomendou que as pessoas entrem em contato com os planos e, caso o problema não seja resolvido, liguem para 0800 701 9656. 

Ele sugere ainda que a pessoa que tiver dificuldade de arcar com o boleto, pode entrar no site da ANS e buscar outras operadoras que ofertem um valor mais “adequado ao bolso”. A portabilidade ocorre em cerca de 10 dias.

O reajuste nos preços ocorrerá apenas aos planos individuais e familiares. Ou seja, os coletivos estão fora desse percentual de reajuste.

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