‘Autonomia do BC é sinal de que priorizamos pauta econômica’, diz relator

Costa Filho disse também que é importante que a Câmara 'avance o quanto antes na aprovação' de seu relatório

Thais Arbexda CNN

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Escolhido na noite desta quinta-feira (4) relator do projeto que determina a autonomia para o Banco Central, o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) afirmou à CNN que a aprovação da proposta pela Câmara na próxima semana será “um sinal importante para os mercados nacional e internacional” e mostrará que a nova gestão do Congresso “inicia a agenda de 2021 priorizando a pauta econômica”.

Costa Filho disse também que é importante que a Câmara “avance o quanto antes na aprovação” de seu relatório. A votação da proposta está na pauta da Casa da próxima terça-feira (9).

Na véspera da votação, o deputado deve se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, para conversar sobre seu parecer.

Fachada do Banco Central
Foto: Adriano Machado/Reuters


Deputado de primeiro mandato, Costa Filho estabeleceu uma boa relação com a equipe econômica do governo por ter sido vice-presidente da comissão que analisou a reforma da Previdência, em 2019, e por presidir a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Novo Pacto Federativo.

Nos bastidores, a decisão do novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de colocar a autonomia do BC como uma das primeiras pautas de sua gestão foi vista como um novo marco de diálogo entre Guedes e a Casa dos deputados.

Parlamentares ouvidos pela CNN dizem que a relação conturbada do ex-presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) com Guedes acabou colocando uma série de entraves no avanço da pauta econômica –apesar de os dois defenderem agendas bastante similares.

O projeto de lei foi aprovado pelo Senado em setembro do ano passado. Se não sofrer alterações na Câmara, vai ser encaminhado para sanção presidencial.O texto prevê que o presidente do BC continuará sendo indicado pelo presidente da República e sabatinado no Senado, mas terá mandato e só poderá ser demitido se for condenado por improbidade ou tiver desempenho insuficiente.

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