Azul reporta lucro líquido de R$ 2,65 bilhões no 1º tri e reverte prejuízo

Companhia encerrou o trimestre com nove meses consecutivos de "forte e crescente demanda de lazer", disse CEO em balanço

Empresa destaca que alcançou um recorde de 151 destinos atendidos no primeiro trimestre
Empresa destaca que alcançou um recorde de 151 destinos atendidos no primeiro trimestre Luis Alberto Neves

Juliana Estigarríbia e Luísa Laval, do Estadão Conteúdo

Ouvir notícia

A Azul registrou lucro líquido de R$ 2,65 bilhões no primeiro trimestre de 2022, revertendo prejuízo de R$ 2,65 bilhões no mesmo período de 2021, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira (9).

No critério ajustado, a aérea reportou prejuízo líquido de R$ 808,4 milhões no período, ante perdas de R$ 1,06 bilhão em igual intervalo do ano passado.

 

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 592,7 milhões no primeiro trimestre, alta de 357,1% em relação a igual período de 2021.

Com isso, a companhia encerrou o período com margem Ebitda de 18,6%, avanço de 11,5 pontos porcentuais na comparação anual.

“Sem o impacto da Ômicron, estimamos que o Ebitda teria sido próximo de R$ 900 milhões”, disse em balanço o CEO da Azul, John Rodgerson.

Ele acrescentou que a companhia encerrou o trimestre com nove meses consecutivos de “forte e crescente demanda de lazer”, ao mesmo tempo em que o corporativo “acelerou rapidamente”, permitindo a elevação das tarifas para compensar o aumento dos preços dos combustíveis.

A receita líquida total de R$ 3,2 bilhões de janeiro a março foi recorde e um avanço de 74,9% sobre igual intervalo do ano passado e de 25,6% ante o mesmo período de 2019, nível pré-pandemia.

A receita de passageiros atingiu R$ 2,84 bilhões no primeiro trimestre, alta de 77,9% na comparação anual. Já a receita de cargas e outros totalizou R$ 350,1 milhões no período, aumento de 53,4% na mesma base de comparação.

De acordo com Rodgerson, atualmente, as tarifas estão em níveis recordes, muito acima de 2019. Em comparação a 2019, a receita corporativa “recuperou mais de 120%, enquanto o tráfego corporativo ainda está em 71% dos níveis pré-pandemia.”

“Embora tenhamos enfrentado desafios operacionais de curto prazo devido à Ômicron durante o primeiro trimestre de 2022, este efeito já ficou para trás.”

Projeções

A Azul também divulgou nesta segunda suas projeções (guidance) para 2022 e 2023, nas quais espera aumentar a capacidade em aproximadamente 10% neste ano em comparação com 2019.

A empresa destaca que alcançou um recorde de 151 destinos atendidos no primeiro trimestre.

“Também vimos nove meses consecutivos de forte e crescente demanda de lazer, ao mesmo tempo em que o corporativo acelerou rapidamente. Como resultado, esperamos crescer a capacidade total em aproximadamente 10% em 2022 em comparação com 2019”, afirma.

A companhia também espera aumentar a receita operacional por assentos-quilômetro oferecidos (RASK) em mais de 20% no ano de 2022 em comparação com 2019.

De acordo com fato relevante, a empresa terminou o primeiro trimestre com tarifas em níveis recordes tanto no segmento de lazer quanto no segmento corporativo.

“Em comparação com 2019, a receita corporativa já recuperou mais de 120%, enquanto o tráfego corporativo ainda está 71% dos níveis pré-pandemia, indicando potencial de recuperação adicional. Continuamos confiantes de nosso potencial de receita para 2022 e estimamos que nosso RASK aumentará mais de 20% em 2022 em comparação com 2019”, observa.

Além disso, a Azul estima gerar Ebitda de R$ 4 bilhões em 2022 e de R$ 5,5 bilhões em 2023. A empresa aponta que permanece fortemente focada na execução do plano de negócios para 2022, com ênfase na expansão da malha exclusiva, com disciplina na gestão de capacidade e ganhos de eficiência.

A estimativa considera o cenário atual de demanda, combustível e câmbio, mesmo com o impacto da variante Ômicron no primeiro trimestre. Em 2019, a empresa registrou Ebitda recorde de R$ 3,6 bilhões.

Por fim, a empresa aérea espera terminar 2022 com alavancagem calculada pela relação dívida líquida/Ebitda dos últimos doze meses começando com 5 vezes, incluindo caixa e equivalentes de caixa, investimentos de curto prazo e contas a receber, além de excluir debêntures conversíveis.

“Considerando o cenário atual de recuperação da demanda e aumento da receita já realizado em 2022, além de nossa estratégia de desalavancagem e geração de Ebitda, estamos confiantes de que poderemos terminar o ano de 2022 com uma alavancagem começando com 5 e continuar a reduzir nossa alavancagem organicamente, levando-a para níveis começando com 4 em 2023 e com 3 em 2024”, conclui a empresa.

Mais Recentes da CNN