Bancos da China diminuem liberação de novos empréstimos em fevereiro

Analistas esperam que Pequim retire medidas de estímulo este ano, normalizando suas políticas fiscal e monetária

Bandeira da China em Pequim (27/05/2019)
Bandeira da China em Pequim (27/05/2019) Foto: Jason Lee/Reuters

do Estadão Conteúdo

Ouvir notícia

Os bancos da China desaceleraram fortemente o ritmo de liberação de empréstimos em fevereiro, sinalizando que o governo do país pode estar se preparando para reverter sua postura acomodatícia. Dados do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) mostraram nesta quarta-feira (10), que os bancos domésticos concederam 1,36 trilhão de yuans (US$ 209,02 bilhões) em empréstimos no mês passado, montante bem menor que os 3,58 trilhões de yuans repassados em janeiro. O resultado de fevereiro, no entanto, superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam 950 bilhões de yuans em novos empréstimos.

Analistas esperam que Pequim retire medidas de estímulo este ano, normalizando suas políticas fiscal e monetária, uma vez que a economia da China se recuperou, no fim de 2020, para níveis próximos de onde estava antes da pandemia de Covid-19.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, também apresentou drástica queda entre janeiro e fevereiro, de 5,17 trilhões de yuans para 1,71 trilhão de yuans.

A base monetária da China (M2), por sua vez, teve acréscimo anual de 10,1% em fevereiro, ganhando força ante a alta de 9,4% de janeiro. A projeção do mercado era de novo incremento de 9,4% no mês passado. 

Mais Recentes da CNN