Bank of America corta preço-alvo da Vale e reduz recomendação para ‘neutra’

Política de cortes na produção de aço da China enfraquece a demanda por minério de ferro, diz relatório

Bank of America ponderou, contudo, que não vê as ações da Vale como "caras"
Bank of America ponderou, contudo, que não vê as ações da Vale como "caras" REUTERS/Adriano Machado

Reuters

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O Bank of America (BofA) Global Research cortou o preço-alvo do ADR (recibo de ações negociado na bolsa de Nova York) da mineradora Vale de US$ 27 para US$ 20, ao mesmo tempo em que reduziu a recomendação de “compra” para “neutra”, conforme relatório que também diminuiu as projeções de preços de minério de ferro citando um crescimento mais fraco da China.

Segundo a instituição, a política de cortes na produção de aço da China enfraquece a demanda por minério de ferro no maior importador global da matéria-prima.

Dessa forma, o BofA reduziu a projeção de preço de minério de ferro em 45% para 2022, a US$ 91 por tonelada.

“As políticas de aço da China são baixistas para o minério de ferro. Processamos nossa revisão trimestral global de commodities hoje. Nossa maior mudança de visão está no minério de ferro”, disse.

“Salvo uma mudança nesta postura política, não vemos nenhuma razão para que o minério de ferro não deva ser negociado em queda para um custo marginal (US$ 80/tonelada), especialmente porque as políticas de ‘céu azul’ se aproximam no início de 2022 para as Olimpíadas de inverno da China”, acrescentou, citando o plano de Pequim para reduzir a poluição durante o evento esportivo.

O BofA ponderou, contudo, que não vê as ações da Vale como “caras”. Também nesta quarta-feira (22), o Jefferies cortou o preço-alvo do ADR da Vale de US$ 25 para US$ 19.

Os preços do minério de ferro também estão sendo pressionados pelos riscos apresentados no mercado imobiliário na China, maior produtora de aço do mundo, com a crise da dívida do Grupo Evergrande.

Mas, nesta quarta-feira, os contratos futuros do minério de ferro na Ásia se recuperaram, com o contrato de referência de Dalian saltando de uma mínima de 10 meses.

Entretanto, ainda existem dúvidas se os ganhos podem ser sustentados devido ao colapso na demanda da China e à melhoria das perspectivas de oferta.

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