BC chinês faz primeiros empréstimos para financiar cortes de emissões de carbono

Ação é parte da meta mais ampla do país de reduzir as emissões de carbono até 2030 e alcançar a neutralidade do carbono até 2060

Usina termelétrica movida a carvão estatal é vista em Huainan, China
Usina termelétrica movida a carvão estatal é vista em Huainan, China Foto: Getty Images (Junho/2017)

da Reuters

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A China emitiu o primeiro lote de 85,5 bilhões de iuanes (13,4 bilhões de dólares) em empréstimos de baixo custo a instituições financeiras para promover projetos verdes e esforços corporativos para reduzir as emissões de carbono, disse o banco central do país asiático nesta quinta-feira (30).

Sob o mecanismo de facilitação de redução de emissões de carbono (Cerf, na sigla em inglês), o primeiro desse tipo lançado pelo Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), as instituições financeiras podem se inscrever para financiamento de baixo custo para apoiar os esforços de redução de emissões de carbono das empresas.

O Cerf é parte da meta mais ampla da China de reduzir as emissões de carbono até 2030 e alcançar a neutralidade do carbono até 2060, bem como proteger a economia das consequências econômicas da pandemia de Covid-19.

No âmbito do Cerf, o PBoC fornecerá às instituições financeiras recursos equivalentes a 60% do principal de um empréstimo a uma taxa de juros de um ano de 1,75%. Isso implica um desconto em relação à taxa de juros da recompra reversa de 2,2% em sete dias.

O banco também lançou oficialmente empréstimos de baixo custo para apoiar os esforços das empresas para usar carvão limpo, disse Sun Guofeng, chefe do departamento de política monetária do PBoC, em coletiva de imprensa. Ele não informou o quanto já foi fornecido.

O Cerf pode levar ao investimento de 1 trilhão de iuanes por ano em projetos relacionados à energia limpa, uma vez que a ferramenta monetária esteja totalmente implantada em 2022, de acordo com relatórios da Huatai Securities e Everbright Securities.

(Por Ma Rong, Cheng Leng e Gabriel Crossley)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5047 2838))

REUTERS PVB IV

 

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