BC: concessões de crédito bancário avançam em agosto; taxa média de juros recua

Os dados fazem parte da Nota de Crédito do Banco Central, publicada nesta segunda-feira (28)

Dinheiro, cartões de crédito e cheque (04.07.2013)
Dinheiro, cartões de crédito e cheque (04.07.2013) Foto: Marcos Santos/USP Imagens (04.07.2013)

Anna Russi,

do CNN Brasil Business, em Brasília

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Com estoque total de R$ 3,737 trilhões, o saldo de crédito no Brasil avançou 1,9% em agosto, ante julho. No mesmo mês de 2019, o saldo era de R$ 1,558 trilhão. Somente para empresas, o volume de crédito somou R$ 1,645 trilhão, uma alta mensal de 2,4%. Para pessoas físicas, o valor subiu 1,5%, totalizando R$ 2,090 trilhões no mês passado. 

Os dados fazem parte da Nota de Crédito do Banco Central, publicada nesta segunda-feira (28). Embora as concessões tenham avançado 4,1% para pessoas físicas, somando R$ 181,5 bilhões, as ofertas para empresas recuaram 2,3%, somando R$ 162 bilhões. 

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No segmento de recursos livres, no qual as taxas são acertadas entre o cliente e o banco, as concessões subiram 0,5%. Por outro lado, as ofertas de crédito com recursos direcionados, que são regulamentados pelo governo, registraram alta de 3,6% em agosto. 

No geral, a taxa média de juros recuou 0,5 pontos percentuais, para 18,7%. Nos recursos livres para pessoas físicas a taxa caiu 0,9 p.p., a 39% ao ano. Já para as empresas, a taxa média da categoria permanece estável em 12,4% ao ano.  

A inadimplência dos brasileiros no segmento de recursos livres recuou para 3,3% em agosto. No mês anterior, o percentual era de 3,5%. Por outro lado, o spread bancário, que é a diferença entre o custo do dinheiro que os bancos captam e o que é cobrado do cliente, passou de para 22,3 pontos percentuais, ante 23 p.p em julho. 

Juros do cartão de crédito recua 

O juros total para o cartão de crédito rotativo caiu de 312% ao ano, em julho, para 310,2% a.a, em agosto. O valor é equivalente a uma taxa de 12,5% ao mês. 

No rotativo regular, aquele no qual o cliente paga pelo menos 15% da fatura, a taxa de juros caiu de 279,2% em julho para 270,3% em agosto. Por outro lado, pra aqueles consumidores que não pagaram nem o mínimo da fatura, a taxa avançou de 331,7% para 335,2%. 

Na categoria do parcelado, a taxa do cartão de crédito saltou de 129,9% para 137,8%, na comparação mensal. 

Cheque especial e consignado 

Na modalidade do cheque especial, a taxa de juros subiu para 112,6% ao ano em agosto, ante 111,7% a.a em julho. Foi a primeira alta na taxa neste ano, em que começou a valer o teto de 8% ao mês, ou 151% ao ano, para operações realizadas por pessoas físicas. 

Na modalidade do crédito consignado, descontado diretamente da folha de pagamento de aposentados, servidores públicos e/ou trabalhadores do setor privado, a taxa recuou levemente 19% ao ano para 18,9% a.a. Por descontar o pagamento de forma automática, essa modalidade é considerada mais segura pelos bancos, que correm menos risco de não receberem o pagamento. 

Vale destacar o cenário para esses resultados ocorre em um momento em que a taxa básica de juros, a Selic, está em sua mínima histórica, em 2% ao ano.

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