BC promove leilão de dólar à vista nesta terça, com oferta de US$ 2 bilhões

O dólar bateu novo recorde na segunda, aproximando-se de R$ 4,80, na esteira de uma onda de aversão a risco global diante do colapso do petróleo e do COVID-19

Com ameaça do coronavírus, dólar tem renovado recorde nos pregões da Bolsa de São Paulo
Com ameaça do coronavírus, dólar tem renovado recorde nos pregões da Bolsa de São Paulo Foto: Guadalupe Pardo/Reuters (14.10.2015)

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O Banco Central realiza leilão de dólares à vista nesta terça-feira (10), referenciado à Ptax. A operação será realizada entre 9h10 e 9h15, com a oferta de até US$ 2 bilhões.

Na segunda-feira, o BC vendeu US$ 3 bilhões no mesmo modelo pela manhã. À tarde, a autoridade monetária realizou outro leilão à vista, com a venda de US$ 465 milhões.

As medidas ocorrem em meio à forte desvalorização da moeda americana frente ao real e a fortes quedas do Índice Ibovespa, acompanhando tendência mundial de queda pelos efeitos do aumento de casos do novo coronavírus (COVID-19) e da “guerra de preços” no petróleo entre Arábia Saudita e Rússia. 

Alta recorde

O dólar escalou a novos recordes históricos na segunda-feira, aproximando-se de R$ 4,80, na esteira de uma onda de aversão a risco global diante do colapso dos preços do petróleo e de temores econômicos relacionados ao coronavírus.

A moeda americana até saiu das máximas da sessão, mas não sem antes o Banco Central (BC) vender um total de US$ 3,465 bilhões. Trata-se do maior volume a ser liquidado em um mesmo dia desde pelo menos 11 de maio de 2009.

No fechamento das operações no mercado à vista, o dólar saltou 1,97%, e terminou a R$ 4,7256 na venda, depois de alcançar R$ 4,7950, novo pico histórico intradiário. A alta da moeda no fechamento foi a mais forte desde 6 de novembro de 2019 (+2,22%).

*(Com Estadão Conteúdo)

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