BCE: Euro digital deve ser privado, barato e seguro, segundo europeus

A consulta foi aberta a todos e não tem valor estatístico; o BCE não chegou a perguntar se os participantes queriam um euro digital

Logo do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha
Logo do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha Foto: REUTERS/Ralph Orlowski

Francesco Canepa, da Reuters

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Os cidadãos da zona do euro esperam que o euro digital, proposto pelo Banco Central Europeu (BCE), seja privado, seguro e barato, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira (14), e o BCE advertiu que qualquer lançamento ainda levará vários anos para acontecer.

O BCE está estudando uma forma eletrônica de dinheiro para complementar cédulas e moedas, em uma tentativa de conter a concorrência de criptomoedas como Bitcoin, Tether e Diem, este proposto pelo Facebook.

Uma consulta do BCE mostrou que a privacidade –característica fundamental do dinheiro que alguns temem que se perca numa mudança para um meio de pagamento eletrônico– é a prioridade número um tanto para pessoas físicas como para profissionais.

“Para os participantes da consulta pública, as características mais importantes de um euro digital são privacidade, segurança e ampla usabilidade”, disse o membro do conselho do BCE Fabio Panetta aos integrantes do Parlamento Europeu.

O BCE decidirá nos próximos meses se lançará uma análise de dois anos do projeto do euro digital.

Panetta disse que a ação seria seguida por “vários anos” de implementação antes que uma decisão final fosse tomada sobre o lançamento ou não de uma moeda digital. Isso pode levar cinco anos no total, acrescentou.

A consulta foi aberta a todos e não tem valor estatístico. O BCE não chegou a perguntar se os participantes queriam um euro digital.

Outros bancos centrais ao redor do mundo também estão trabalhando em projetos semelhantes, com a China já executando programas-piloto.

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