BCE vê que guerra pesará sobre crescimento da zona do euro, diz vice-presidente

Efeito mais significativo para o futuro é a alta importância que a Rússia tem nos mercados de energia, disse Luis de Guindos

Luis de Guindos, vice-presidente do BCE
Luis de Guindos, vice-presidente do BCE 21/01/2020REUTERS/Johanna Geron

da Reuters

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A invasão da Ucrânia pela Rússia vai pesar sobre o crescimento econômico europeu, mas ainda é cedo para avaliar o impacto total do conflito, disse nesta quarta-feira (2) o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos.

“A expectativa é de que o conflito, pelo lado macroeconômico e da confiança, acabe tendo um impacto sobre a inflação e crescimento mais baixo”, disse de Guindos.

“O efeito mais significativo para o futuro é a alta importância que a Rússia tem nos mercados de energia.”

Falando poucas horas antes de o BCE entrar em período de silêncio devido à reunião de política monetária de 10 de março, de Guindos disse que a leitura de inflação de 5,8% em fevereiro, divulgada nesta quarta-feira, é uma surpresa negativa para o banco.

Alemanha

A inflação na Alemanha provavelmente ficará acima do esperado neste ano e o BCE deveria manter o foco na normalização da política monetária, afirmou nesta quarta-feira o presidente do banco central alemão, Joachim Nagel.

Com as pressões inflacionárias se intensificando bem antes da invasão russa à Ucrânia, a expectativa era de que o BCE acelerasse o fim dos estímulos em sua reunião de março.

Em fevereiro, a inflação na zona do euro disparou para máxima recorde de 5,8%, de acordo com dados da Eurostat divulgados nesta quarta-feira. Mas o conflito na Ucrânia abalou os planos do BCE.

“Se a estabilidade de preços exigir, o Conselho do BCE tem que ajustar o curso da política monetária”, disse Nagel, que assumiu o Bundesbank em janeiro, no relatório anual do banco central alemão.

Nagel, entretanto, evitou defender que o BCE reduza o estímulo já no encontro de 10 de março.

 

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