Bitcoin avança 276% no ano, e projeção é que fique acima de US$ 20 mil em 2021

No Brasil, graças ao dólar, essa valorização foi ainda mais forte: em outubro, o bitcoin chegou a superar a máxima histórica e encerra 2020 cotada a R$ 150 mil

Juliana Faddul, colaboração para a CNN Brasil

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Moedas com símbolo do bitcoin, um dos criptoativos mais conhecidos
Foto: Dmitry Demidko/Unsplash

No ano de 2020, o discurso sobre “valorizar as pequenas coisas, se voltar ao virtual, dar valor ao que estava além do palpável” dominou o imaginário popular. A metáfora, tão utilizada em textões de auto-conhecimento nas redes sociais, caiu como uma luva para falar de bitcoin: a criptomoeda teve uma valorização de 276% em relação ao dólar no ano e fechou a quinta-feira (31) em US$ 29 mil.

No Brasil, graças ao dólar, essa valorização foi ainda mais forte: em outubro, o bitcoin chegou a superar sua máxima histórica e encerra 2020 cotada a R$ 150 mil.

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A criptomoeda realmente ganhou mais protagonismo em 2020. Isso se dá, principalmente, ao PayPal -afinal, quando um dos maiores sistemas de pagamentos do mundo coloca o bitcoin como forma de
pagamento, o mercado não fecha os olhos.

Algumas empresas, como a Mode e Microstrategy, também embarcaram e estão usando o bitcoin como ativo e reserva de valor. Até bancos entraram na onda: o norte-americano JPMorgan está testando transferências com a sua própria criptomoeda, a JPM Coin.

Claro que num ano com instabilidade e pandemia, o ativo teve seus dias de baixa. Em março, vale lembrar, o bitcoin tocou no piso de R$ 20.510.

Porém, por estar desvinculado dos bancos centrais e governos, investidores defenderam que o ativo poderia ser uma “proteção” contra o risco de inflação, em resposta à pandemia de Covid-19.

“Haverá uma busca por moedas alternativas devido à constante desvalorização da moeda fiduciária”, escreveram analistas do Deutsche Bank em nota. “Parece que o bitcoin continuará em alta demanda.”

Anthony Scaramucci, fundador do Skybridge Capital’s, disse ao CNN Business que, apesar do crescimento vertiginoso, é preciso ter cautela. “Bitcoin é bastante volátil e não deixa de ser um investimento de risco. Do mesmo jeito que ele cresceu, ele pode quebrar”, fala.

A projeção, entre especialistas tanto dentro como fora do Brasil, é de que no próximo ano ele se fixe acima dos US$ 20 mil. Isso quer dizer que aqui a criptomoeda pode praticamente dobrar o valor por conta da variação cambial.

“Os melhores dias do bitcoin estão chegando, mas serão voláteis e eu acho que as pessoas devem estar
preparadas para isso”, conclui Scaramucci.

 

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