Via Varejo terá um teste de fogo para o e-commerce na Black Friday de 2020

“Em 2020, sem sombra de dúvidas, a procura online será maior (que a demanda nas lojas físicas)”, garante Abel Ornelas, COO da Via Varejo

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Leonardo Guimarães,

do CNN Brasil Business, em São Paulo

Ouvir notícia

A Black Friday de 2019 da Via Varejo (VVAR3) não foi de se jogar fora. A empresa conseguiu faturar R$ 1 bilhão em vendas apenas na última sexta-feira de novembro. No entanto, a expectativa para esse ano é muito maior à medida que a empresa passa por um processo de transformação digital que vem convencendo o mercado. 

O desempenho deste ano deve ser puxado pelo online. Ainda que as medidas de isolamento social para controlar a pandemia de Covid-19 tenham dado um “empurrãozinho” para a estratégia digital da companhia, a Via Varejo pode provar ao mercado que já tem maturidade na internet. 

Leia também: 
Black Friday tem descontos e está mais digital do que nunca
Black Friday: redes de varejo preparam lives com Anitta e Felipe Neto

“Em 2020, sem sombra de dúvidas, a procura online será maior (que a demanda nas lojas físicas)”, garante Abel Ornelas, COO da Via Varejo. Ele falou com o CNN Business sobre a expectativa para esta Black Friday. Confira: 

O que mudou na Black Friday da Via Varejo de 2019 para 2020? 

Posso afirmar que estamos muito mais fortes que no ano passado, principalmente no online. Em 2019, este foi o nosso grande desafio pois havíamos acabado de assumir a empresa em meados de julho e mesmo assim vendemos R$ 1 bilhão em um dia.

Em 2020, estamos com um bom planejamento, mas com uma proposta diferente em comparação com a do ano passado, quando centralizamos as ofertas e promoções para a sexta-feira mesmo.

Este ano nós antecipamos a Black Friday, e iniciamos já no dia 21 de outubro, por conta da pandemia. Dessa forma, oferecemos os melhores preços por mais tempo para o nosso consumidor com o objetivo de proporcionar mais tranquilidade para a realização de suas compras e sem aglomeração nas lojas.

No site e apps, a venda entre quinta e sexta será normal e todos os produtos com selo da Black Friday seguem com o preço de Black garantidos.

Será possível atender todos os pedidos sem problemas, já que a demanda deve aumentar significativamente?

Seguimos nosso planejamento de inclusão de camadas de tecnologia em todas as áreas, desde atendimento, até logística. Para a Black, estamos testando frequentemente o tráfego em nossas plataformas para garantir acesso constante ao público.

Em logística, avançamos com os mini-hubs e foco na última milha. Estamos trabalhando para uma gestão da nossa cadeia logística mais eficiente e inteligente para atender nosso cliente da melhor maneira. Somente nos centros de distribuição foram contratados mais de 1.400 profissionais em diversas frentes. Seguimos contratando até o final do ano e também em outras áreas como tecnologia.

Como vocês pretendem se diferenciar da concorrência?

Entendemos que esse é o momento que o consumidor se prepara mais e busca por boas oportunidades de compra e boas condições de pagamento. Estamos apostando muito no ticket mais alto, também apostamos muito no parcelamento, dando ao consumidor a possibilidade de comprar em 30 vezes sem juros. 

Hoje também contamos com serviço Retira Rápido, em que o cliente pode comprar no site ou no aplicativo e retirar na loja mais próxima dele, garantindo mais rapidez na entrega e frete zero.

Nossas ofertas estão sendo divulgadas em todos os meios possíveis. Para Casas Bahia, lançamos nova versão do hit da Black “Ela tá Podendo”, com Maiara e Maraísa, MC Kekel e Mumuzinho, no Pontofrio trabalhamos com os ‘Pinguins de Madagascar’.

No ano passado, nossas campanhas de Black Friday foram as mais lembradas pelos consumidores, por isso investimos novamente nesse tipo de divulgação. Todos os itens anunciados possuem o mesmo preço em todos os canais – lojas, app e sites, porém tanto lojas como sites possuem cestas diferentes de itens aderentes a cada canal com mais variedades e preços diferenciados.

Como vocês projetam a relação das vendas entre os canais físicos e online? Qual deve ser o tamanho da participação do e-commerce?

Ano passado, a busca foi 50/50 entre físico e online, mas neste ano, sem sombra de dúvidas, a procura online vai ser maior, justamente pelas limitações ocasionadas pela pandemia. 

Atualmente, estamos adotando o modelo de vendas phygital, entendendo a integração desses ambientes de forma prioritária, com isso, as nossas lojas físicas estão cada vez mais integradas com nossos canais digitais, dessa forma elas não são mais apenas pontos para vendas.

Os aplicativos proporcionam mais comodidade e praticidade, somadas à segurança de estar em casa. Nós oferecemos para o cliente uma experiência omnicanal e é ele quem decide onde, como e quando ele prefere comprar conosco.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook

Mais Recentes da CNN