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    BNDES projeta Correios e Eletrobras prontos para venda no 1º semestre de 2022

    Concretização das vendas dependerá do apetite do mercado, segundo presidente do banco

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    Logo do BNDES Foto: Sergio Moraes/Reuters

    Vinicius Neder,

    do Estadão Conteúdo

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    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, voltou a estimar as operações de privatização da Eletrobras e dos Correios para o primeiro semestre de 2022, embora a concretização das vendas dependa do “apetite de mercado” para realizá-las no “preço correto”.

    “Esperamos ter os ativos disponíveis para realizar as operações no primeiro semestre do ano que vem”, afirmou Montezano em palestra durante o TAG Summit 2021, evento online promovido pela gestora TAG Investimentos.

    O presidente do BNDES defendeu as duas privatizações. No caso da Eletrobras, dar condições à empresa para voltar a investir no setor elétrico será mais importante do que os valores que o Tesouro Nacional levantará com a capitalização da companhia.

    No caso dos Correios, Montezano disse esperar maior eficiência na logística interna. Segundo o executivo, o comércio eletrônico poderá sair ganhando, especialmente as pequenas empresas, já que os gigantes do setor têm investido em sistemas próprios de entrega. O Mercado Livre está investindo R$ 10 bilhões em logística, disse Montezano.

    “O principal beneficiado com a privatização dos Correios é a pequena e média empresa que vende por comércio eletrônico”, afirmou o presidente do BNDES.

    Defesa de estratégia para carteira

    Montezano voltou a defender a estratégia de vender a carteira de participações acionárias da instituição de fomento. Ele disse que encontrou o banco de fomento com uma carteira de R$ 120 bilhões, diante de um patrimônio de R$ 100 bilhões.

    “Como vamos gerir um banco de desenvolvimento cuja carteira de ações é maior do que o patrimônio? É muito arriscado”, afirmou Montezano.

    Segundo o executivo, desde que assumiu o comando do BNDES, em julho de 2019, já foram vendidos de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões da carteira de ações. Hoje, a carteira de ações está em cerca de R$ 70 bilhões, diante de um patrimônio de R$ 120 bilhões, informou Montezano.

    “Ainda é elevado, mas o risco está mais mitigado”, afirmou o presidente do BNDES. A meta colocada pela gestão de Montezano, ainda em 2019, era reduzir a carteira de ações em 80% até o fim de 2022.

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