Ibovespa fecha em alta de 3%, em sintonia com exterior menos tenso com COVID-19

Bolsa brasileira acompanha otimismo internacional, que comemora retração dos contágios da pandemia

Homem observa painel da B3, em São Paulo (16.mar.2020)
Homem observa painel da B3, em São Paulo (16.mar.2020) Foto: Rahel Patrasso

Do CNN Brasil Business*, em São Paulo

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O Ibovespa terminou em alta pelo segundo dia seguido nesta terça-feira (7), apoiado no sentimento mais positivo dos mercados globais sobre o ritmo de contágio do COVID-19. O índice terminou em valorização de 3,08% aos 76.358. Na máxima, chegou a 79.855,48 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,8 bilhões.

Entre os destaques de alta, Petrobras PN teve elevação de 3,9% e Petrobras ON subiu 2,5%, encontrando respaldo na alta dos preços do petróleo no mercado externo. Vale ON avançou 1,51%, e, no setor bancário, Bradesco PN e Itaú Unibanco PN subiram 3,76% e 3,7%, respectivamente.

“A melhora no quadro de mortes relacionadas ao Covid-19 na Europa e nos EUA continua promovendo a volta do apetite pelo risco nos mercados”, observou a equipe da Guide Investimentos, em relatório a clientes mais cedo nesta terça-feira.

Para os analistas da corretora, as disputas internas na política atrapalham, mas a bolsa deve continuar se beneficiando da melhora da dinâmica no exterior e nas medidas de estímuo econômo locais. 

Internamente, a alta foi puxada por dois anúncios do governo. Na segunda-feira, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que permanece no comando da pasta, colocando fim ao clima de tensão com a possível demissão do ministro.

O segundo anúncio que animou o mercado foi a divulgação dos detalhes ‘coronavoucher’, na manhã desta terça-feira (7). Durante coletiva com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, o governo divulgou como será o cadastro e o pagamento do benefício

Lá fora

Nos Estados Unidos, as principais bolsas de valores fecharam em queda ao fim de um dia volátil. Um declínio nos preços do petróleo ganhou força, com petróleo dos EUA recuando mais de 9% com o aumento da oferta e os investidores moderando expectativas de um acordo rápido sobre cortes de produção.

No fim da sesão, o Dow Jones Industrial Average recuou 0,12%, o S&P 500 perdeu 0,16%, e o Nasdaq Composite retraiu 0,33%. 

Na Europa, as ações subiram pelo segundo dia consecutivo, com os investidores mais focados nos sinais de que a pandemia de coronavírus possa estar diminuindo. O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,74%, a 1.285 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1,88%, a 327 pontos, máxima em quase um mês.

Os índices acionários da China fecharam em alta de mais de 2%, nesta terça-feira (7), uma vez que os mercados retomaram as negociações após fim de semana prolongado por um feriado, com o sentimento do investidor impulsionado pelas mais recentes medidas de estímulo do governo para sustentar a economia. No Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe declarou estado de emergência e apresentou um pacote de estímulo de quase US$ 1 trilhão.

*Com informações da Reuters

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