Bolsas da Ásia e Pacífico fecham majoritariamente em alta, após Fed “contido”

Após decisão de elevar juros em 0,5 ponto percentual, presidente do BC americano minimizou chances de aumentos mais agressivos ao longo do ano

PMI chinês, por outro lado, evidenciou impactos da pior onda de Covid-19 enfrentada pela segunda maior economia do mundo
PMI chinês, por outro lado, evidenciou impactos da pior onda de Covid-19 enfrentada pela segunda maior economia do mundo 28/02/2020REUTERS/Aly Song

Sergio Caldas, do Estadão Conteúdo

Ouvir notícia

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira (5), após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) minimizar ontem as chances de aumentos de juros mais agressivos.

Na China continental, os mercados retornaram de feriados com ganhos apenas modestos.

O índice Xangai Composto subiu 0,68%, a 3.067,76 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve ganho idêntico de 0,68%, a 1.891,66 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Taiex avançou 0,79% em Taiwan, a 16.696,12 pontos, mas o Hang Seng caiu 0,36% em Hong Kong, a 20.793,40 pontos. No Japão e na Coreia do Sul, não houve negócios hoje devido a feriados.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul, interrompendo uma sequência de três pregões negativos. O S&P/ASX 200 teve alta de 0,82% em Sydney, a 7.364,70 pontos.

A prevalência do apetite por risco na região da Ásia e do Pacífico veio após a decisão de ontem do Fed. O BC americano elevou seus juros básicos em 50 pontos-base, como era amplamente esperado, mas seu presidente, Jerome Powell, disse que a instituição não está considerando aumentos maiores mais adiante.

O comentário de Powell levou a um rali em Wall Street na quarta-feira.

Na China, por outro lado, mais um indicador evidenciou os impactos da pior onda de Covid-19 que a segunda maior economia do mundo vem enfrentando.

O PMI de serviços chinês medido pela S&P Global com a Caixin Media caiu a 36,2 em abril, atingindo o menor nível desde fevereiro de 2020, fase inicial da pandemia.

Mais Recentes da CNN