Bolsas da Ásia fecham em alta, com Fed “contido” e queda da inflação chinesa

Comentários do presidente do Fed sobre política monetária para controle da inflação americana agradaram investidores

Bolsa de commodities de Dalian, onde futuros do minério de ferro são negociados na China
Bolsa de commodities de Dalian, onde futuros do minério de ferro são negociados na China Estela Aguiar

Sergio Caldas, do Estadão Conteúdo

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As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira (12), seguindo o tom positivo de Wall Street, após comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) terem aparentemente agradado investidores e dados da inflação chinesa abrirem caminho para relaxamento monetário.

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,84% hoje, a 3.597,43 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,42%, a 2.475,82 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei se valorizou 1,92% em Tóquio, a 28.765,66 pontos, enquanto o Hang Seng saltou 2,79%, a 24.402,17 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,48% em Taiwan, a 18.375,40 pontos.

Em audiência ontem no Senado americano, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que aumentos de juros e aperto da política monetária serão necessários para controlar a inflação nos EUA, mas não sinalizou um ritmo mais acelerado de retirada de estímulos, o que contribuiu para o desempenho positivo das bolsas de Nova York.

Hoje, serão divulgados dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que têm forte influência nas decisões do Fed.

Na China, por outro lado, a inflação desacelerou em dezembro, tanto para consumidores quanto para produtores, segundo números oficiais publicados ontem, ajudando a preparar o terreno para que Pequim relaxe sua política monetária.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo da Ásia e de Wall Street, e o S&P/ASX 200 avançou 0,66% em Sydney, a 7.438,90 pontos.

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