Bolsas da Ásia fecham em baixa após Japão cortar previsão de crescimento

Na China continental, as perdas foram maiores do que em outras partes da Ásia e mais uma vez lideradas por produtoras de carvão

Coronavírus chega a 1 milhão de casos no mundo e assusta bolsas asiáticas (13.mar.2020)
Coronavírus chega a 1 milhão de casos no mundo e assusta bolsas asiáticas (13.mar.2020) Foto: Aly Song/Reuters

Sergio Caldas, do Estadão Conteúdo

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As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira (28) acompanhando o fraco desempenho de Wall Street ontem e após o Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês) deixar sua política monetária inalterada e cortar previsão de crescimento para o atual ano fiscal.

O japonês Nikkei caiu 0,96% em Tóquio hoje, a 28.820,09 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,28% em Hong Kong, a 25.555,73 pontos, o sul-coreano Kospi cedeu 0,53% em Seul, a 3.009,55 pontos, e o Taiex registrou baixa de 0,19% em Taiwan, a 17.041,63 pontos.

Na quarta-feira, em Nova York, os índices acionários Dow Jones e S&P 500 encerraram os negócios em baixa, depois de atingirem máximas sucessivas em pregões recentes em meio a uma favorável temporada de balanços corporativos nos EUA, enquanto o Nasdaq ficou estável.

Já no começo da madrugada desta quinta-feira, o BoJ manteve as atuais configurações de sua agressiva política de estímulos monetários, mas também reduziu sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão para o ano fiscal que se encerra em março de 2022, de 3,8% para 3,4%.

Na China continental, as perdas foram maiores do que em outras partes da Ásia e mais uma vez lideradas por produtoras de carvão, num momento em que Pequim estuda formas de estabilizar os preços da commodity. O Xangai Composto recuou 1,23%, a 3.518,42 pontos, atingindo o menor nível em dois meses, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 1,47%, a 2.362,24 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também foi pressionada por Wall Street, e o S&P/ASX 200 caiu 0,25% em Sydney, a 7.430,40 pontos.

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