Bolsas da Ásia fecham em baixa, de olho no avanço da Covid-19 e no Brexit

As perdas foram atenuadas, contudo, pela aposta de investidores em mais estímulos fiscais nos Estados Unidos

Homens usam máscaras na Bolsa de Tóquio
Homens usam máscaras na Bolsa de Tóquio Foto: Issei Kato/Reuters

Eduardo Gayer,

do Estadão Conteúdo

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A maioria das bolsas da Ásia encerrou o pregão desta terça-feira (8) em baixa, mirando a ampliação de restrições para conter a segunda onda de Covid-19 e o impasse do Brexit. As perdas foram atenuadas, contudo, pela aposta de investidores em mais estímulos fiscais nos Estados Unidos.

Justamente o “sopro de otimismo” com mais apoio na maior economia do mundo permitiu ao índice de Shenzhen encerrar o dia na estabilidade, aos 13.973,89 pontos.

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Entre os demais mercados do continente, porém, as perdas foram generalizadas: no Japão, o índice Nikkei encerrou o dia em queda de 0,30%, aos 26.467,08 pontos, acompanhado pelo Kospi, de Seul, que caiu 1,62%, para 2.700,93 pontos.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,73%, aos 26.314,00 pontos, e, na China continental, o índice de Xangai cedeu 0,19%, para 3.410,18 pontos.

O pessimismo vem na esteira da segunda onda de Covid-19 no planeta, que já leva importantes centros econômicos globais, como a Califórnia, a endurecerem medidas restritivas para conter o repique de casos. Além disso, o desconforto com a falta de acordo para o Brexit persiste e contém a tomada por risco.

Via imprensa, autoridades britânicas e europeias sinalizaram ao longo de ontem que o acordo comercial para vigorar após o período de transição do Brexit pode, de fato, não sair, já que os dois lados não conseguem chegar a um consenso.

Essa hipótese – conhecida como “hard Brexit” – era temida pelo mercado desde o plebiscito que deu início à saída do Reino Unido da União Europeia, feito em 2016.

O ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, por exemplo, afirmou que as negociações estão pendendo para a falta de acordo.

Na Oceania, a tendência de recuperação se uniu à iminência dos estímulos fiscais em solo americano e levou o índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sidney, a fechar em alta de 0,19%, aos 6.687,70 pontos.

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