Bolsas da Ásia fecham em alta, com avanço nos mercados da China após PMI

O índice acionário Xangai Composto subiu 1,19%, a 3.186,43 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve alta de 1,57%, a 2.006,95 pontos

Homem usa máscara de proteção dentro da Bolsa de Valores de Xangai
Homem usa máscara de proteção dentro da Bolsa de Valores de Xangai 28/02/2020REUTERS/Aly Song

Gabriel Caldeira, do Estadão Conteúdo

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As bolsas asiáticas não marcaram direção única após o fechamento desta terça-feira (31). Os negócios na China, porém, tiveram tom positivo após as altas dos índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de indústria e serviços em maio indicarem que o desempenho da atividade chinesa está melhorando, em meio aos processos de reabertura de Pequim e Xangai, após um extenso período de “lockdowns” para conter a Covid-19.

O índice acionário Xangai Composto subiu 1,19%, a 3.186,43 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve alta de 1,57%, a 2.006,95 pontos.

Em outras praças asiáticas, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,38%, aos 21.415,20 pontos, enquanto o Taiex subiu 1,19% em Taiwan, aos 16.807,77 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi terminou o dia com ganho de 0,61%, aos 2.685,90 pontos.

Segundo informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) da China, o PMI industrial do país avançou a 49,6 em maio, enquanto o de serviços subiu a 47,8.

Embora abaixo da marca de 50 pontos, que indica expansão da atividade, os resultados deram fôlego à perspectiva de melhora da principal economia asiática. A expectativa é corroborada ainda pelos planos anunciados nos últimos dias de reabrir algumas das principais metrópoles chinesas, como Pequim e Xangai.

“Os PMIs oficiais adicionam evidências mais amplas de que a atividade começou a se recuperar à medida que as medidas de contenção foram revertidas”, comenta a Capital Economics. A casa, porém, alerta que “é provável que a recuperação permaneça morna em meio à fraca demanda externa e tensões no mercado de trabalho”.

Em uma nota menos positiva, a Pantheon Macroeconomics avalia que o PMI chinês não teria como vir pior que em abril, e os níveis abaixo de 50 pontos mostram uma atividade ainda em queda, ainda que menos pronunciada.

A casa argumenta que a política do governo da China, incluindo os estímulos ao setor de infraestrutura, parecem “insuficientes”.

Contrariando o movimento da maioria dos índices asiáticos, o japonês Nikkei fechou em baixa de 0,33%, aos 27.279,80 pontos. Ações de empresas do setor imobiliário, como Tokyo Tatemono (-4,19%) e Sumitomo Realty & Development (-3,71%), estiveram entre as maiores baixas.

Na Oceania, a bolsa australiana também recuou, em baixa de 1,03% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 7.211,20 pontos.

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