Bolsas da Europa fecham em queda, com ajuste e novos temores sobre a Evergrande

Presidente do Banco Central Europeu (BCE) disse que a exposição direta da zona do euro à Evergrande será limitada

Credores da Evergrande nos EUA ainda não receberam o pagamento de juros previsto para ontem
Credores da Evergrande nos EUA ainda não receberam o pagamento de juros previsto para ontem REUTERS/Flavio Lo Scalzo

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Os mercados acionários da Europa fecharam em baixa nesta sexta-feira (24). Além de um ajuste após alguns pregões positivos, hoje voltaram a preocupar algumas notícias sobre a endividada incorporadora chinesa Evergrande. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,90%, em 463,29 pontos. Já na comparação semanal, subiu 0,31%.

Após a notícia da quinta-feira (23) de que autoridades da China orientaram governos locais a se preparar para um eventual colapso da Evergrande, hoje foi noticiado que os credores da empresa nos EUA ainda não receberam o pagamento de juros previsto para ontem.

A empresa ainda teria, porém, 30 dias para fazer a operação antes que os detentores dos títulos possam declarar inadimplência.

Ainda no noticiário, o Financial Times informou, a partir de fontes, que o Credit Suisse havia vendido no fim do ano passado toda sua exposição em títulos da Evergrande, como forma de se proteger em caso de eventual calote. A ação da empresa em Hong Kong recuou hoje 11,61%.

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde disse que a exposição direta da zona do euro à Evergrande será limitada, embora os mercados financeiros estejam todos interligados.

Lagarde ainda comentou sobre a inflação na zona do euro, considerando que o forte avanço dos preços se deve a causas temporárias, como um salto recente nos preços de energia.

Na agenda de indicadores europeia, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha recuou a 98,8 pontos, sua terceira baixa consecutiva, mas com resultado um pouco melhor do que o esperado por analistas.

A Capital Economics considera que, no contexto atual, o BCE não deve ter pressa para apertar sua política monetária. A consultoria diz em relatório que pesquisas com empresas sugerem que problemas na cadeia de suprimentos e preços mais altos em matérias-primas tiraram fôlego da recuperação na zona do euro em setembro.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 0,38%, em 7.051,48 pontos, com alta de 1,26% na semana. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,72%, a 15.531,75 pontos, avançando 0,27% na semana.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 teve queda de 0,95%, a 6.638,46 pontos, mas subiu 1,04% na comparação semanal.

O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, caiu 0,43%, para 25.968,84 pontos. Na semana, o índice teve alta de 1,01%. Em Madri, o índice IBEX 35 recuou 0,04%, a 8.873,10 pontos, com avanço de 1,28% na comparação semanal.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 caiu 0,61%, a 5.424,16 pontos, registrando uma alta de 2,35% na semana.

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