Nasdaq fecha em quda após balanço da Netflix pressionar setor de tecnologia

Índice S&P 500 fechou em queda de 0,06%, a 4.459,45 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuou 1,22%, a 13.453,07 pontos

Placa de rua sinaliza Wall Street do lado de fora da Bolsa de Nova York
Placa de rua sinaliza Wall Street do lado de fora da Bolsa de Nova York 03/01/2019REUTERS/Shannon Stapleton

Bansari Mayur Kamdarda Reuters

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O índice de tecnologia Nasdaq caiu nesta quarta-feira (20), com o surpreendente declínio de assinantes da Netflix pesando tanto na gigante de streaming quanto em outras empresas de alto crescimento, já que investidores temem que elas possam enfrentar problemas semelhantes de desempenho pós-pandemia.

O índice S&P 500 fechou em queda de 0,06%, a 4.459,45 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuou 1,22%, a 13.453,07 pontos.

Por outro lado, o índice Dow Jones, de blue-chips, subiu pelo segundo pregão consecutivo – alta de 0,71%, a 35.160,79 pontos. O índice teve suporte depois dos balanços da gigante de consumo Procter & Gamble e da empresa de TI IBM Corp. As ações das companhias subiram 2,7% e 7,1%, respectivamente.

Já a Netflix Inc despencou 35,1%, maior queda diária em mais de uma década, depois de culpar a inflação, a guerra na Ucrânia e a concorrência acirrada pelo declínio de assinantes e prever perdas mais profundas à frente.

Os efeitos em cascata foram sentidos tanto por nomes de tecnologia financeira quanto por empresas cujas fortunas foram impulsionadas por medidas relacionadas à pandemia, como o isolamento social que deixou milhões de pessoas confinadas em casa.

Os pares de streaming Walt Disney, Roku e Warner Bros Discovery caíram mais de 5,5%, enquanto Zoom Video Communications, Doordash e Peloton Interactive – queridinhas de quem permaneceu em casa na pandemia – viram suas ações em quedas de entre 6% e 11,3%.

As empresas financeiras afetadas incluíram PayPal Holdings Inc e Block Inc, que caíram mais de 8,5%. Marqeta Inc e SoFi Technologies Inc recuaram 5,6% e 6,2%, respectivamente.

“Uma vez que os lucros foram tão longe, fica mais difícil obter o próximo pequeno crescimento, e é mais difícil obtê-lo no fim do ciclo”, disse Jason Pride, diretor de investimentos de fortuna privada da Glenmede.

“Acho que o mercado está começando a compreender isso e precisará compreender isso ao longo do ano.”

No geral, contudo, a temporada de balanços começou em tom forte. Das 60 empresas do índice S&P 500 que divulgaram resultados até agora, 80% superaram as expectativas de lucro, conforme dados da Refinitiv. Normalmente, 66% superam as estimativas.

 

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