Bolsonaro disse que vetará novas parcelas de R$ 600 para auxílio emergencial

Presidente defendeu que pagamentos adicionais sejam de metade deste valor, R$ 300, e instou governadores a abrirem o comércio

O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Isac Nóbrega/PR (5.jun.2020)

Guilherme Venaglia, da CNN em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (11), em sua live semanal, que vai vetar uma eventual lei que preveja o pagamento de mais duas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial. O presidente afirmou que a proposta ficará em duas parcelas de R$ 300, e que a dívida brasileira ficará “impagável” caso o pagamento seja elevado ao valor original.

“Se a Câmara passar para R$ 400, R$ 500 ou voltar para R$ 600, qual vai ser a minha atitude para que o Brasil não quebre? Se pagar mais duas de R$ 600, vamos ter uma dívida cada vez mais impagável… é o veto”, disse.

Como alternativa ao valor mais baixo, o presidente afirmou que os governadores devem “dar um jeito de abrir o comércio”. Bolsonaro estimou que cada parcela, em R$ 600, custe cerca de R$ 45 bilhões para o governo federal.

O presidente citou uma eventual alta da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, como um possível reflexo dessa decisão. “A Selic pode subir e o Brasil voltar a ser o paraíso dos rentistas”, afirmou.

Ministério das Comunicações

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a recriação do Ministério das Comunicações e a nomeação do deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) para o comando da pasta. “Vamos tentar melhorar a comunicação do governo”, disse.

Ao lado de Filipe G. Martins, chefe da sua Assessoria Internacional, o presidente ressaltou que o novo ministro também cuidará da área de telecomunicações e radiodifusão, antes subordinada ao ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

Bolsonaro disse que Faria terá a missão de negociar a implementação da tecnologia 5G no Brasil, levando em conta a “segurança nacional”. “O grande trabalho desse ministério são as comunicações como um todo. Tem a questão do 5G. Vamos fazer negócio levando em conta vários aspectos, não apenas o econômico. Vamos atender os requisitos da soberania, da segurança nacional”, afirmou.

Há um aspecto político e diplomático a respeito da tecnologia. Como registrou a analista da CNN Raquel Landim, os Estados Unidos têm defendido que o Brasil bloqueie a participação da gigante chinesa Huawei no serviço de infraestrutura do serviço 5G. O governo de Donald Trump argumenta que há risco de espionagem industrial. A China nega as acusações.

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