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    Brasil cria 131 mil vagas formais em julho, aponta Caged

    O resultado superou projeções que apontavam geração de até 44 mil postos; foi o primeiro mês com saldo positivo desde o início da pandemia, em fevereiro

    Do CNN Brasil Business, em São Paulo

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    Em julho, o Brasil abriu 131.010 postos formais de trabalho com carteira assinada. O resultado é ainda maior do que o registrado em 2019, quando o país havia criado 43.820 postos. Foi o primeiro resultado positivo desde fevereiro, ou seja, desde que a pandemia do novo coronavírus chegou com força ao país. No total, o Brasil tem 37,7 milhões de pessoas com emprego formal.

    O número foi acima do esperado por especialistas. A consultoria LCA, por exemplo, estimava um crescimento de 43.100 postos. O banco BTG Pactual, por sua vez, esperava uma alta de 10.000.

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    Em entrevista coletiva, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que esse resultado mostra que o Brasil retomou o ritmo de criação de empregos. 

    “Está se confirmando que o Brasil vai cair menos do que estava previsto”, disse Guedes.

    Segundo ele, todos os dados que têm sido divulgados estão com padrão de recuperação em “V da Nike” (uma recuperação consistente, porém não tão rápida). 

    “Estamos animados com isso, é a primeira geração líquida de empregos e o mais importante é que um patamar acima de um milhão de admissões”, disse ele.

    Em julho, foram admitidas 1.043.650 pessoas – número 14% superior ao visto em junho de 2020. O número de desligamentos teve uma queda de 2% em relação a junho: 912.640 pessoas.

    Homem folheia carteira de trabalho
    Homem folheia carteira de trabalho
    Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

    2020 ainda negativo

    De janeiro a julho, contudo, o saldo ainda é bem negativo. São 1.092.578 postos a menos. No mesmo período em 2019, haviam sido criadas 461.411 vagas. O resultado, portanto, ainda é o pior resultado da série na década. Antes disso, o pior período de perdas de postos com carteira assinada de janeiro a julho tinha sido em 2016, com 623.520 trabalhadores a menos. 

    A indústria foi o grande motor de contratações no mês, com a admissão líquida (admissões menos demissões) de 53.590 pessoas. Em junho, o setor havia demitido 4.511 pessoas. Porém o crescimento não foi o suficiente para zerar as perdas neste ano. De janeiro a julho, a indústria perdeu 197.543 postos.

    O setor de serviços continua em queda livre em decorrência do fechamento e das restrições ao funcionamento de estabelecimentos como escolas, restaurantes a academias. Em julho, foram desligados 15.948 trabalhadores com carteira assinada em todo o setor, que é o que mais emprega pessoas no Brasil. No ano, o setor perdeu 536.492 postos.

    O agronegócio continua trazendo bons resultados para a economia brasileira. Somente em julho, foram contratadas 23.027 pessoas. Com isso, o saldo acumulado do setor é de 86.217 postos.

    Sudeste se recupera (menos RJ)

    Apesar da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, seis estados brasileiros já têm geração de emprego positiva no acumulado de 2020: Mato Grosso (8.372 vagas), Maranhão (2.327), Mato Grosso do Sul (1.561), Acre (1.549), Pará (1.429) e Tocantins (145).

    Em julho, de todas as unidades federativas, três registraram saldo positivo e três tiveram uma perda maior de emprego. São Paulo (22.967) e Minas Gerais (15.843) foram os estados com os melhores números no mês. Em terceiro lugar veio Santa Catarina, com 10.044 postos a mais. 

    O Rio de Janeiro, contudo, continua em queda livre. No estado fluminense, houve uma retração de 6.658 postos de trabalho com carteira assinada. Sergipe e Amapá também tiveram quedas de postos com 804 e 142 vagas a menos, repectivamente. 

    Por outro lado, no geral, os estados do Sudeste continuam com números bem negativos no acumulado do ano. São Paulo (-349.706), Rio de Janeiro (-193.925) e Minas Gerais (-102.243) continuam sendo os estados com as maiores quedas de emprego neste ano. 

    Manutenção do emprego

    De acordo com o Ministério da Economia, foram 10 milhões de empregos preservados por causa do Benefício Emergencial. Com dados atualizados até quarta-feira (19), foram 16,3 milhões de acordos.

    A maior parte deles foi de suspensão do contrato de trabalho: 7,2 milhões. Logo em seguida vem a redução de 70% do salário, com 3,5 milhões de acordos. Além disso, foram quase 3 milhões de pessoas que tiveram os rendimentos reduzidos pela metade e 2,3 milhões com 25% a menos do salário.

    O setor que teve um número maior de acertos foi o de serviços, com 7,7 milhões de acordos, seguido pelo comércio, com 4,1 milhóes, e a indústria, que teve 3,5 milhões de acordos. 

    Junho 

    Foi o segundo mês seguido com números melhores que o esperado. Em junho, o país teve o fechamento de 10.984 vagas formais, com carteira de trabalho assinada. Apesar de negativo, o número surpreendeu analistas de mercado, que apontavam para o encerramento de mais de 150 mil vagas em decorrência da grave crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. 

    Mas, apesar do saldo negativo melhor que as projeções do mercado, o resultado foi o pior para esse mês do ano desde 2016. 

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