Brasil está entre as nações menos competitivas do mundo

País ficou na 59ª posição em ranking com 63 países feito pelo IMD World Competitiveness Center

No que diz respeito a infraestrutura, o Brasil teve um baixo desempenho, ficando em 53º lugar
No que diz respeito a infraestrutura, o Brasil teve um baixo desempenho, ficando em 53º lugar Reprodução/Twitter @prf_mg

Larissa Coelhoda CNN

em São Paulo

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O Brasil caiu duas posições em uma lista de 63 países que formam o Anuário de Competitividade Mundial, pesquisa feita pelo IMD World Competitiveness Center que verifica o ambiente econômico e social do país para gerar inovação e se destacar no cenário global.

Com o resultado, o país ficou na 59ª posição, permanecendo entre as nações menos competitivas no mundo, à frente apenas de África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela.

“O Brasil se mantém como um país de baixa competitividade, com reformas e melhorias que não geram mudanças significativas para a economia”, disse Carlos Arruda, professor na área de Inovação e Competitividade da Fundação Dom Cabral, parceira do IMD na elaboração do ranking.

O estudo analisa cada nação em quatro pilares: desempenho da economia; eficiência do governo; eficiência dos negócios e infraestrutura. O Brasil avançou ligeiramente nos dois primeiros, mas perdeu posições nos últimos dois quesitos.

País enfrenta dificuldades em produtividade e infraestrutura

A Eficiência dos Negócios foi o fator de maior queda na edição de 2022 para o Brasil. O país segue enfrentando obstáculos na produtividade de todos os setores da economia, principalmente em serviços.

“O Brasil caiu nos indicadores do coeficiente empresarial, por não ter gerado ganho de produtividade nem ter crescido na agenda digital. Eu diria que são dois fatores que impactam economia brasileira a longo prazo”, avalia Carlos Arruda.

No que diz respeito a infraestrutura, o Brasil teve um baixo desempenho, ficando em 53º lugar. “Não houve investimentos significativos que mudassem positivamente o patamar da infraestrutura brasileira. Isso gera uma percepção negativa da comunidade empresarial”, disse Arruda. “Os indicadores da infraestrutura tiveram perda porque a comunidade percebe que o setor não está atendendo as necessidades da indústria, do comércio e da agricultura.”

Na educação, o Brasil continua em último lugar

O estudo aponta que os efeitos da pandemia na educação brasileira prejudicaram a já insuficiente qualidade de ensino, impactando diretamente o desenvolvimento econômico do país.

“O Brasil ficou paralisado em questões críticas como a desigualdade social e a educação. Somadas com a falta de qualificação da mão de obra e o baixo grau de digitalização da economia, elas comprometem a competitividade futura do país”, disse Carlos Arruda.

“O que precisaríamos pro Brasil agora são políticas, investimentos e pessoas qualificadas pra explorar as mudanças que a tecnologia está trazendo”, avalia Arruda. “É necessário priorizar o investimento em pesquisa e inovação”.

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