Brasil exporta recorde de carne bovina em 2020 e vê alta de 5% para 2021

No total de 2020, a China importou sozinha 1,18 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, avaliadas em US$ 5,1 bilhões, apontou a associação

Processamento de carne bovina em frigorífico em Santana de Parnaíba (SP) (19/12/2017)
Processamento de carne bovina em frigorífico em Santana de Parnaíba (SP) (19/12/2017) Foto: REUTERS/Paulo Whitaker/File Photo

Gabriel Araujo, da Reuters

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As exportações de carne bovina do Brasil registraram um recorde de 2,016 milhões de toneladas em 2020, alta de 8% em relação ao ano anterior, impulsionada pelos fortes embarques à China, disse nesta sexta-feira (8) a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), acrescentando que espera que o ritmo dos embarques permaneça positivo em 2021, com possível avanço de 5% em volume.

Segundo a entidade, com dados compilados junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as receitas com os embarques do produto (in natura e processado) tiveram em 2020 aumento de 11% na comparação anual, atingindo US$ 8,4 bilhões.

“Num ano de recordes… a China, através de suas importações pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong, foi a grande responsável por este crescimento”, disse a Abrafrigo em comunicado, destacando que o país asiático foi responsável por 58,6% do volume exportado pelo Brasil e por 60,7% da receita obtida pelo país com os embarques.

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No total de 2020, a China importou sozinha 1,18 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, avaliadas em US$ 5,1 bilhões, apontou a associação.

Segundo maior cliente do Brasil em 2020, o Egito adquiriu 127.953 toneladas, queda de 23% frente ao ano anterior, enquanto o terceiro maior comprador da proteína local, o Chile, registrou aquisições de 90.403 toneladas, recuo de 18,2%.

Considerando somente o mês de dezembro, as exportações de carne bovina somaram 168.156 toneladas, queda de 3% na comparação com mesmo mês do ano anterior, com receita de US$ 741 milhões, recuo de 12%.

As exportações recordes em 2020 refletem a firme demanda por commodities do Brasil, puxada pela China, mesmo diante dos impactos da pandemia de Covid-19. Números divulgados nesta semana pelo Ministério da Economia mostraram que o país registrou máximas de volumes embarcados de commodities como petróleo, açúcar, carnes e café no ano.

Os resultados também acompanharam a forte desvalorização do real frente ao dólar ao longo de 2020, o que tornou as commodities brasileiras mais competitivas nos mercados internacionais.

Para 2021, a Abrafrigo disse esperar um acréscimo de 5% nos embarques de carne bovina do Brasil, com impulso de uma melhora na situação econômica mundial em função da vacina contra a Covid-19 e a retomada do consumo de alimentação fora de casa.

“A Abrafrigo espera a manutenção do ritmo comprador da China e alguma elevação nas importações por parte dos países da União Europeia, países árabes e de novos mercados”, afirmou a entidade.

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