Brasil tem condição de liderar o setor das energias renováveis, diz especialista

À CNN Rádio, o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, afirmou que o país precisa aproveitar a crise no setor elétrico para corrigir problemas estruturais

Usina de Energia Eólica (UEE) em Icaraí, no Ceará (CE)
Usina de Energia Eólica (UEE) em Icaraí, no Ceará (CE) Divulgação/Ari Versiani/PAC

Amanda Garciada CNN*

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O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, vê o Brasil com condições de “liderar o mundo nas energias renováveis.”

Em entrevista à CNN Rádio, ele explicou que o país tem vocação para as renováveis, com “ventos ótimos e sol forte”: “Combinando as fontes renováveis e usando melhor os reservatórios e talvez com quantidade de térmicas para firmar a energia das hidrelétricas e novas tecnologias, temos condições de liderar o mundo com energia renovável e competitiva.”

No entanto, Pedrosa fez uma ressalva: “Infelizmente, o Brasil usa o caminho do privilégio, fugir da concorrência, escolher o vencedor. Nenhum país tem melhor condição do que o Brasil para liderar o mundo nas renováveis.”

A crise energética, para o presidente da Abrace, deve servir para “corrigir os defeitos” do setor – como o incentivo a energias renováveis –, já que, agora, “não há muito o que fazer”.

Ele destaca que a energia está em todos os produtos que as pessoas compram. “Tudo tem custo da energia, quem paga 100 reais da conta de energia, gasta 300 reais na energia do secador de cabelo do cabeleireiro, na energia usada para congelar o frango ou para fazer o espelho que pendura em casa. O custo da energia chega três vezes mais forte através do que eles compram”, disse.

Pedrosa destaca que o aumento das chuvas é positivo, mas não significa que a crise será resolvida. “Algumas agências especializadas em clima têm ainda apontado preocupação grande de que o ano que vem será seco. O começo da estação chuvosa está bom, mas não significa que será toda boa. Temos que economizar energia e trabalharmos para corrigir as ineficiências.”

*Com produção de Joyce Murasaki

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