Brasil terá apenas 170 voos diários durante a pandemia do coronavírus

Número de voos atualmente é próximo de 3 mil

Raquel Landimda CNN

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A partir de sábado (28), o número de voos diários no Brasil vai cair para cerca 170, conforme a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Hoje esse número fica perto de 3 mil.

Isso significa que apenas pouco mais de 5% da malha aérea seguirá ativa. Apenas grandes capitais e cidades estratégicas permanecerão atendidas por voos regulares. 

O objetivo é manter funcionando serviços essenciais de transporte de medicamentos, equipamentos hospitalares e profissionais de saúde.

Ainda não há informações sobre quantas cidades deixarão de contar com um aeroporto. O desenho foi feito de forma que a maior parte das pessoas tenham acesso ao transporte aéreo após cerca de quatro horas de viagem.

A demanda doméstica por passagens aéreas caiu 75%, enquanto a internacional recuou 95% por causa do isolamento social necessário para prevenir o avanço do novo coronavírus.

“Não existe mais turismo a passeio ou viagens de negócios”, explica Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.

A definição de uma malha essencial foi acertada em reunião do setor privado com representantes da Associação Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério da Infraestrutura, sob supervisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Gol, Latam e Azul informaram o que consideram como malha essencial e o governo decidiu quais voos seriam mantidos. Segundo Sanovicz, as empresas não combinaram entre si as suas propostas.
O Brasil possui uma frota de 460 aviões. Ainda não há estimativas sobre quantos permanecerão no chão.

O BNDES informou nesta semana que prepara um pacote de socorro às companhias aéreas.

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