Brasil terá consumo de energia maior em março, aponta ONS

Com altas temperaturas, o país deve ter alta de 2% na carga de energia em comparação com o mesmo período de 2021

Com intensificação do uso de aparelhos de refrigeração, o Sul apresentará a maior alta na carga
Com intensificação do uso de aparelhos de refrigeração, o Sul apresentará a maior alta na carga Brian Snyder/Reuters

Beatriz Puenteda CNN

no Rio de Janeiro

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O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste terão o maior consumo de energia na próxima semana, de 12 a 18 de março.

A previsão é de que, durante todo o mês de março, o Sistema Interligado Nacional (SIN) tenha alta de 2% na carga de energia, em comparação com o mesmo período de 2021.

Isso acontece porque em março houve elevação de temperatura em todo o país. Segundo o relatório, esse fato ocasionou aumento do consumo de energia.

Com intensificação do uso de aparelhos de refrigeração, o Sul apresentará a maior alta na carga, com 3,5% e 13.476 MW médios.

O Nordeste vem em seguida, com 3,4% e 11.792 MW. Já para o Sudeste, a expectativa é de 1,6% e 43.178 MW em março. Apenas o Norte terá retração no mês, com -1,4% e 5.759 MW médios.

Para a semana do dia 12 a 18, deve haver aumento de chuvas no Sul. Nas demais regiões, a expectativa é de estabilidade nas afluências.

Porém, na análise do mês, as chuvas nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul ficarão abaixo da média histórica para o período.

As afluências no subsistema Norte atingirão 114%, no Nordeste o índice ficará em 124% e no Sudeste/Centro-Oeste, 74%. As afluências do Sul terão movimento ascendente, com previsão de atingir 70% da média histórica para o mês de março.

Com projeção de chegar a 62,7% no dia 31 de março, os reservatórios Sudeste/Centro-Oeste não registravam esse volume no período desde 2012. No Norte também não se via uma marca tão alta para o mês desde 2012, com 98,8%.

O Nordeste deve atingir 92,6% da capacidade. A expectativa de armazenamento para o Sul é de 35,7%.

“Os bons resultados de recomposição dos reservatórios se devem às chuvas e às estratégias de operação que vêm sendo adotadas há mais de um ano, além da sinergia de trabalho com os demais agentes do setor elétrico”, diz o boletim.

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