Brasil vive inflação difícil, mas IPCA-15 indica melhora, avalia economista

Em entrevista à CNN Rádio, o professor de macroeconomia do Ibmec SP, Renato Veloni, afirma que as leves reduções do indicador podem ser uma luz no fim do túnel

Com o IPCA-15 de dezembro em 0,78%, a inflação encerra 2021 em alta de 10,42% no Brasil
Com o IPCA-15 de dezembro em 0,78%, a inflação encerra 2021 em alta de 10,42% no Brasil Getty Images

Ricardo Gouveiada CNN

São Paulo

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Com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 de dezembro em 0,78%, a inflação encerra 2021 em alta de 10,42% no Brasil.

O resultado é o maior acumulado dos últimos seis anos. Em novembro, o IPCA-15 foi de 1,17%.

Em entrevista à CNN Rádio, o professor do Ibmec-SP Renato Veloni observou que os índices dos últimos dois meses vieram um pouco abaixo das projeções do mercado, o que indica “um comecinho bem incipiente, mas é uma luzinha no fim do túnel aparecendo”.

Veloni explicou que a inflação de dois dígitos em 2021 é resultado de uma série de fatores, mas destacou a má gestão política econômica do governo Jair Bolsonaro e os reflexos desta condução na alta do dólar.

O professor de economia ainda considera que o Banco Central demorou para lançar mão de medidas para controlar a alta nos preços.

“O BC fez no ano passado o que deveria ter feito mesmo, injetar muita liquidez na economia”, analisa Veloni. “Mas o Banco Central começou a subir os juros só em março deste ano, e em menos de um ponto percentual a cada reunião do Copom.

Na minha opinião, isso foi tímido.”Veloni lembrou que o cenário para o ano que vem deve ser melhor, mas ainda com uma inflação anual projetada em 5%.O centro da meta do Comitê de Política Monetária para 2022 é de 3,5%.

Produção de Bruna Sales

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