BrasilAgro tem salto no lucro em 2020/21 e prevê boa rentabilidade na nova safra

Empresa está em momento de aceleração em plano de crescimento, segundo presidente

Companhia opera no Brasil, Paraguai e Bolívia
Companhia opera no Brasil, Paraguai e Bolívia REUTERS/Nacho Doce

Roberto Samorada Reuters

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A BrasilAgro, companhia que atua na compra e venda de propriedades rurais e também na produção agrícola, reportou salto de 277% no lucro líquido do quarto trimestre da safra 2020/21, para R$ 127,9 milhões, com impulso do bom momento de preços que atravessa o setor apesar de uma quebra de safra por intempéries.

A companhia, que opera no Brasil, Paraguai e Bolívia, disse ainda que entra no novo ano-safra 2021/2022 “preparada para se beneficiar da conjuntura de câmbio e preços das commodities.

Segundo a BrasilAgro, com os custos atuais, “esperamos que o bom nível de rentabilidade se mantenha na operação também para a 2021/22”.

“Sem contar a valorização das terras, que teve importante impacto na avaliação do portfólio atual, avaliado em R$ 3,4 bilhões, reforçando nosso modelo de negócios…”, destacou em comunicado de resultados.

No ano-safra completo 2020/21, a empresa teve lucro líquido 166% maior, para R$ 317,6 milhões.

O indicador de geração de caixa Ebitda ajustado somou R$ 365,7 milhões no ano completo, alta de 106%, “resultado que reflete uma receita líquida de r$ 721,9 milhões, composta por R$ 58,9 milhões de venda de fazendas e R$ 663 milhões de vendas de produtos agrícolas”, disse em nota o presidente da BrasilAgro, André Guillaumon.

A companhia destacou que a cana-de-açúcar puxou a lista dos que mais geraram receita na safra, com R$ 264,9 milhões, sendo R$ 88,9 milhões no quarto trimestre.

A soja apareceu na sequência com receita líquida, com R$ 235,7 milhões na safra e R$ 113,7 milhões no trimestre. Os bons resultados ocorreram apesar das adversidades climáticas, que atingiram a produção.

A BrasilAgro produziu 282 mil toneladas de grãos, divididos entre as culturas de soja, milho e feijão.

“Houve uma redução de 18,4% em relação a estimativa inicial de produção, que era 346 mil toneladas de grãos”, informou a companhia.

A cana-de-açúcar, que teve a colheita iniciada em abril, gerou 695 mil toneladas até o fim de junho, com média de 85,4 toneladas por hectare. A estimativa é colher 2,2 milhões de toneladas até o final da safra 2021/22.

Segundo a empresa, as geadas de julho no Centro-Oeste afetaram os canaviais.

O presidente da companhia citou ainda que a BrasilAgro está em momento de aceleração no plano de crescimento com duas importantes captações, com destaque para o “follow on”, que levantou R$ 500 milhões e a emissão de CRA, no valor de R$ 240 milhões.

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