Brasileiros preferem aguardar abertura de fronteira para viajar, aponta pesquisa

Dados mostram que 58% dos operadores de turismo ainda não recuperaram vendas do pré-pandemia

Praia em Cancún, na Península de Yucatán, no México
Praia em Cancún, na Península de Yucatán, no México Foto: jarmoluk/ Pixabay

Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro

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No segundo ano de pandemia, a abertura dos destinos internacionais é decisiva para 86% dos turistas brasileiros, como aponta uma pesquisa realizada pela BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) em parceria com a UP Soluções em Turismo, sobre o mês de julho.

Porém, a flexibilização das medidas restritivas aliada à vacinação já estão movimentando o setor.  
Com atualmente cerca de 42 países com restrições leves para receber turistas do Brasil, houve um aumento na procura pela Ásia, Oceania, África, América do Sul e Europa, e uma redução para América Central e Caribe e América do Norte.

Entretanto, mesmo com a redução, a América Central e Caribe seguem na frente. Os destinos mais vendidos foram Cancun, Maldivas, Punta Cana e Dubai, e aqueles que se destacaram nas buscas mais recentes foram França, Itália e Suíça. Apesar de estar abaixo da média histórica, representando 12%, esse indicador é um dos mais altos dos últimos 15 meses.

 

Já os destinos nacionais marcam 88% das vendas no mercado no Brasil. No país, as regiões Nordeste e Sul seguem entre as mais procuradas, com destaque para Gramado, Salvador, Fortaleza, Bahia, Porto de Galinhas e Recife.

A maior parte das viagens foi comprada durante o mês de julho e aconteceu no mesmo mês da aquisição, durante o período de férias, ou vai se realizar até o fim de 2021.

Ainda segundo o estudo do Boletim Mensal Braztoa de julho, 17% das operadoras chegaram ou ultrapassaram o patamar de vendas pré-pandemia (2019), e 58% ainda não atingiram metade do faturamento histórico. Mas já é possível observar uma evolução: em julho, houve um aumento de 10 pontos percentuais entre as empresas faturando de 51% a 75% da média histórica, e uma redução de 8% nas que faturaram até 25%, ambas em comparação com junho deste ano.

Em geral, o perfil de consumidores viajantes é liderado por famílias de adultos com crianças e sem crianças que buscam por resorts, sol e praia, luxo e turismo rural neste mês, com preferência do público por lugares com protocolos de segurança estabelecidos.

Experiências completas aparecem como serviços procurados, seguidas pelo terrestre e pela locação de automóvel, em que as locadoras apontam um crescimento de 128% na locação de SUVs. A duração da viagem predominante é de 5 a 9 dias.

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