Brexit oferece condução alternativa de serviços financeiros, diz ministro

A partir do próximo 1º de janeiro, grupos de serviços financeiros com sede no Reino Unido perdem acesso automático ao mercado único da UE

<strong>As disputas sobre o Brexit já ultrapassam anos de duração</strong>
As disputas sobre o Brexit já ultrapassam anos de duração Foto: REUTERS/Simon Dawson

Por Alistair Smout, da Reuters

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O Brexit vai oferecer ao Reino Unido a chance de fazer as coisas de forma diferente em relação aos serviços financeiros, disse o ministro das Finanças Rishi Sunak neste domingo, (27), garantindo, ainda, que o país irá cooperar com a União Europeia em uma abordagem ao setor, apesar dos poucos detalhes sobre o assunto que existem no acordo comercial entre as partes.

A partir do próximo 1º de janeiro, grupos de serviços financeiros com sede no Reino Unido perdem acesso automático ao mercado único da UE, e os dois lados dizem que o novo acesso ao mercado deverá ser negociado fora do pacto comercial do Brexit em acordos de equivalência específicos.

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“Agora que deixamos a União Europeia, podemos fazer as coisas de maneira um pouco diferente (em serviços financeiros)”, disse Sunak às emissoras.

O Reino Unido e a UE fecharam um acordo comercial na última quinta-feira,(24), mas o primeiro-ministro Boris Johnson admitiu que ele não versa tanto quanto gostaria sobre o setor de serviços financeiros e equivalência regulatória.

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Sob um sistema conhecido como equivalência, o acesso aos mercados da UE não será concedido a bancos, seguradoras e outras empresas financeiras sediadas na Grã-Bretanha, a menos que suas regras sejam consideradas “equivalentes” por Bruxelas, ou tão robustas quanto as regulamentações do bloco.

Os dois lados buscarão chegar a um acordo sobre um memorando de entendimento sobre cooperação regulatória em serviços financeiros até março de 2021, e Sunak disse que isso deve fornecer garantias ao setor.

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