Britney Spears já foi alvo de piadas cruéis no passado, mas os tempos mudaram

Depois que o documentário do New York Times "Framing Britney Spears" estreou no Hulu na semana passada, houve uma série de manifestações de amor pela estrela

Britney Spears
Britney Spears Foto: Reprodução Instagram

Lisa Respers France, da CNN

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Depois que o documentário do New York Times “Framing Britney Spears” estreou no Hulu na semana passada, houve uma série de manifestações de amor e compaixão pela estrela pop — tanto de fãs quanto de outras celebridades. Com razão, dada a forma como o filme captura seu sucesso, lutas e intenso escrutínio da mídia que ela enfrentou ao longo dos anos.

O documentário se baseia no movimento #FreeBritney, que teve início depois que uma fonte anônima disse que Britney foi internada em um centro de saúde mental contra a sua vontade — algo que seus representantes negam.

Esse movimento tenta acabar com a longa tutela sob a qual Britney está submetida, o que é um indicativo da mudança de atitude da sociedade em relação à saúde mental e igualdade de gênero.

 

É apontado em “Framing Britney Spears” que um astro pop não teria sido tratado da mesma forma que Britney, que foi rotulada como “louca” a ponto de um tribunal ter nomeando alguém (no caso, o pai dela) para supervisionar suas finanças e sua vida.

Aqui estão algumas das pessoas que têm enfrentado críticas desde que o documentário estreou:

Jamie Spears: O pai da estrela há muito tempo é alvo da ira daqueles que não concordam que ele deveria ser o tutor dos bens da filha.

“Quando um membro da família precisa de cuidados especiais e proteção, as famílias precisam se esforçar, como eu fiz nos últimos 12 anos, para salvaguardar, proteger e amar a Britney incondicionalmente”, disse Jamie Spears à CNN em dezembro. “Eu tenho e continuarei a fornecer amor inabalável e proteção feroz contra aqueles com interesses egoístas e aqueles que procuram prejudicá-la ou a minha família.”

Justin Timberlake: Muitas pessoas recorreram às redes sociais pedindo que Timberlake pedisse desculpas à Britney, com quem ele namorou de 1999 a 2002. O documentário revisita o que aconteceu após o rompimento, incluindo a percepção de que Britney teria sido infiel a Timberlake com base nas entrevistas que ele deu, bem como o videoclipe de sua música “Cry Me a River”, que contava uma história de traição.

Algumas pessoas no Twitter estão acusando Timberlake de misoginia e de ter tornado sua vida mais difícil na época. Ele não comentou publicamente.

Paparazzi: milhões de fotos foram feitas por fotógrafos no auge do que parecia ser um colapso público em 2007, o que a tornou um assunto ainda mais procurado do que antes. É pertubador assistir ao flash das câmeras e ver a Britney claramente perturbada envolta de paparazzi.

Diane Sawyer: A jornalista de TV de longa data tem sido alvo dos telespectadores por causa de um trecho de uma entrevista de 2003 com Britney, na qual Sawyer perguntou a ela sobre Kendel Ehrlich, ex-primeira-dama de Maryland e esposa do então governador Robert Erhlich, dizendo “…realmente, se eu tivesse a oportunidade de atirar em Britney Spears, acho que o faria.”

O comentário de Sawyer sobre a citação — que era “por causa do exemplo para crianças e como é difícil ser pai” — foi mal interpretado, embora a mídia como um todo esteja sendo criticada pela cobertura dedicada a Spears enquanto ela parecia precisar de ajuda.

Já escrevi antes sobre celebridade, saúde mental e a necessidade de compaixão, fatores que influenciam a história de Britney.

Mas da mesma forma que ela ajudou a mudar a imagem das estrelas pop adolescentes com suas roupas sensuais e determinação de ser ela mesma, e não apenas o que a indústria queria que ela fosse, o novo documentário é um lembrete de quanto as celebridades devem a seus fãs.

No caso da Britney, são os fãs que se uniram para ajudá-la a recuperar o poder sobre sua vida, que eles acreditam que está sendo negada.

(Texto traduzido. Para ler a versão original, clique aqui)

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