Câmbio automático exige cuidados: veja dicas para não ter prejuízo

Descanso para o pé esquerdo está ganhando a preferência dos motoristas brasileiros, mas também pede cuidados

Câmbio automático
Câmbio automático Unsplash/Luca Pesenti

Thiago Morenocolaboração para o CNN Brasil Business

São Paulo

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Se vocês perguntarem aos seus pais e avós, eles vão lembrar que câmbio automático era considerado “coisa de preguiçoso” até pouco tempo atrás. A realidade é que esse tipo de transmissão era bem cara ainda na década passada e sua popularização no mercado brasileiro começou de 2010 em diante.

Hoje, dependendo da categoria do veículo, os compradores nem aceitam mais um carro com câmbio manual. Porém, a transmissão automática ainda é um equipamento relativamente novo no mercado brasileiro e seu uso é cercado de folclore. Separamos algumas dicas para você não tomar um prejuízo involuntário com câmbio automático.

O básico

Antes de mais nada, é preciso explicar o básico do “glossário” do câmbio automático. Independente do tipo (convencional, CVT ou de dupla embreagem), a maioria possui ao menos quatro posições de uso, designadas pelas seguintes letras:

  • P – simboliza “Parking”, ou estacionamento. Essa posição imobiliza o câmbio e só deve ser usada quando parar o carro
  • R – essa posição coloca o veículo em marcha ré
  • N – é a posição neutra do câmbio. Nela, o carro fica desengatado, como em um câmbio manual
  • D – simboliza “Drive”, é a posição utilizada para colocar o carro em movimento para frente

Neutro parado

Costume antigo, tirar o câmbio da posição D para a N enquanto o carro está parado no trânsito ou em um semáforo, por exemplo, evita que o carro comece a andar para frente sozinho, sem usar os freios.

No entanto, os carros automáticos já estão programados para funcionarem em D mesmo parados. Colocar em N pode aumentar o consumo de combustível e, caso o motorista esqueça de retornar a alavanca para a posição D ao arrancar, pode fazer o carro voltar para trás em uma ladeira ou gerar uma aceleração forte desnecessária.

Banguela

Outro costume ainda mais antigo, da época dos carros carburados, usar o neutro para descer uma ladeira gasta mais combustível em um carro com injeção eletrônica. No caso do carro automático, irá gerar ainda mais desgaste nos freios, pois não haverá freio motor.

Acelerar e frear ao mesmo tempo

Alguns motoristas acreditam que acelerar o carro automático engatado ao mesmo tempo em que usa os freios fará o veículo arrancar mais rapidamente. Nem sempre isso é verdade, mas o que é fato é que essa ação irá gerar o desgaste prematuro dos componentes internos da transmissão.

Trocar de marcha em movimento

Na hora de fazer manobras rápidas, é comum que donos de carros automáticos façam a troca entre as posições D e R rapidamente. Isso gera trancos no câmbio e também pode criar defeitos na transmissão. O ideal é sempre fazer a troca entre estas posições com o carro totalmente parado.

Estacionar em P sem freio de mão

Já é lugar comum usar a posição P ao estacionar o carro automático. Essa posição ativa uma trava mecânica que imobiliza o câmbio e impede que o veículo se mova. Porém, esse papel é principalmente do freio de mão. Sem ele, pode-se danificar a trava do câmbio e os coxins de suporte da transmissão. Ao estacionar, passe o câmbio de D para N, acione o freio de mão, tire o pé do freio e, então, coloque a alavanca na posição P.

Câmbio automático também tem troca de óleo

Algumas montadoras colocam no manual do proprietário quando deve ser trocado o óleo do câmbio automático, outras dizem que a troca não é necessária. Especialistas em reparação automotiva, porém, recomendam sempre a troca dos fluidos da transmissão em intervalos periódicos. Nesse caso, é ideal consultar o seu mecânico de confiança para saber quando realizar o serviço.

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