Campos Neto defende interação internacional para moedas digitais

"É muito importante que as principais características sejam comuns entre os vários países", disse o presidente do BC

Roberto Campos Neto: a digitalização da moeda é a etapa seguinte à convergência entre mídia social e meios de pagamento
Roberto Campos Neto: a digitalização da moeda é a etapa seguinte à convergência entre mídia social e meios de pagamento Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o processo de criação de moeda digital está avançando, e o Brasil terá, em breve, notícias sobre o tema. Ele também defendeu que haja uma forte interação internacional no processo de digitalização das moedas

“É muito importante que as principais características sejam comuns entre os vários países”, disse durante participação na 1ª Conferência Ibero-americana de Banco Centrais, nesta segunda-feira  (12). 

Para ele, no Brasil, as principais perguntas a serem respondidas para um avanço ainda maior da moeda digital são: “se a moeda vai ter remuneração ou não; quem vai ser o emissor; se o Banco Central é o único emissor ou se a emissão pode ser descentralizada; se a moeda é rastreável ou não; e qual é o tipo de tecnologia que será adotada”.

Segundo Campos Neto, a digitalização da moeda é a etapa seguinte à convergência entre mídia social e meios de pagamento, que ocorre hoje por meio do Pix, do Open Bancking e demais projetos do BC. 

“Vemos que é todo um tema de produção de dados que, nesse sentido, nós, bancos centrais, reguladores, precisamos ter atenção redobrada para onde isso está indo. Do ponto de vista do Brasil, eu esperava que esse movimento fosse levar mais cinco anos para acontecer, mas ele acelerou muito”, completou. 

Campos Neto acredita ainda que a junção e interação de dados permitirá melhora da qualidade e da competição dos produtos e serviços oferecidos pelo sistema financeiro.

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