Carteira de dividendos: veja 5 ações recomendadas por corretoras para julho

CNN Brasil Business reuniu recomendações de nove corretoras para mostrar as ações mais indicadas para quem quer receber dividendos

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Dinheiro Foto: Graiki / Getty Images

Leonardo Guimarães,

do CNN Brasil Business

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Os dividendos distribuídos pelas empresas de capital aberto entraram na mira da reforma tributária. No projeto, a equipe econômica propõe taxar os rendimentos em 20%

Fato é que muitos investidores concentram investimentos em empresas conhecidas pelo pagamento recorrente de dividendos robustos. 

Não por um acaso, várias corretoras preparam mensalmente recomendações de investimentos desse tipo de ativo. O CNN Brasil Business compilou dados de nove carteiras recomendadas para mostrar as cinco ações pagadoras de dividendos mais indicadas. 

Na carteira, estão ações ligadas à mineração, construção civil, setor financeiro e energia. A Vale (VALE3) foi a empresa com o maior número de recomendações. Aliás, a ação da mineradora também está na carteira de ações para investir em julho.

Vivo (VIVT3) e Taesa (TAEE11) receberam três recomendações cada, mas ficaram de fora da lista por apresentar despenho pior em junho que as outras empresas com o mesmo número de recomendações.

Confira a carteira de dividendos do CNN Brasil Business em julho: 

Vale

Ação: VALE3

Comentário: Equipe de Equity Research do BTG Pactual

A história de transformação nos últimos anos tem sido notável, marcando o renascimento de um gigante da mineração. A tragédia de Brumadinho serviu como um choque na gestão para mudar os rumos da empresa. Consequentemente, segurança e uma agenda ESG mais ampla tornaram-se metas primordiais de longo prazo, à medida que a Vale busca restaurar sua credibilidade perante a sociedade. 

Ainda assim, estamos convencidos de que a Vale permanecerá altamente “amigável aos acionistas” no futuro (esperamos retorno de caixa de aproximadamente 15% este ano). Os fundamentos da oferta/demanda de minério de ferro continuam fortes, já que a demanda da China continua nos surpreendendo, o que levou os preços a subirem acima de US$ 185/t recentemente. 

Embora as ações da Vale estejam inegavelmente baratas sob qualquer métrica, acreditamos que a redução do risco da história das ações será um processo gradual baseado em três pilares: retorno de caixa; forte recuperação dos volumes e redução dos custos futuros; e uma percepção ESG que melhora no longo prazo. 

Cyrela 

Ação: CYRE3

Comentário: Luis Sales, analista da Guide Investimentos

Seguimos otimistas com Cyrela, devido à manutenção da alta rentabilidade da companhia em relação a seus pares frente em um cenário mais adverso, com alta nos preços dos insumos da construção e maior demanda por terrenos em São Paulo. Do lado macro, acreditamos que, até o final do ano, a taxa de juros em patamares baixos deve continuar impulsionando a demanda no setor e mantendo a velocidade de venda dos lançamentos em níveis altos.

O setor de construção civil foi bastante impactado pela pandemia, que trouxe maior instabilidade econômica e volatilidade à curva futura de juros. Entretanto, acreditamos que a Cyrela está bem posicionada para uma retomada do setor e aceleração no pipeline de lançamentos no segundo semestre. 

Sustentamos nossa recomendação na expectativa de maior resiliência da rentabilidade da companhia em relação a seus principais pares, resultando em uma geração de caixa robusta no ano; manutenção de uma alta velocidade de vendas nos lançamentos que estão concentrados no segundo semestre; e fechamento do ano com estoques em níveis mais saudáveis que as demais companhias do setor de média-alta renda.

B3

Ação: B3SA3

Comentário: José Falcão C. Castro, analista de investimentos da Easynvest

Com constante investimento em tecnologia, a B3 é uma das principais companhias de infraestrutura de mercado financeiro do mundo, oferecendo serviços de negociação na Bolsa e pós negociação (clearing), assim como registro de balcão e infraestrutura de financiamento.

Com uma performance operacional surpreendente, a B3 é uma espécie de monopólio privado que cresce a um ritmo impressionante e que ainda vem distribuindo dividendos crescentes ao longo dos últimos anos.

A B3 vem em uma crescente remuneração aos acionistas nos últimos anos, aumentando consecutivamente o provento distribuído por ação.

Bradesco

Ação: BBDC4

Comentário: Matheus Pacheco, analista da Órama Investimentos 

O Bradesco é um dos maiores bancos do Brasil, com o seu principal negócio na concessão de crédito, mas também em serviços financeiros, investment banking e seguros. O banco possui um economics razoavelmente estável, com previsibilidade nos números de curto prazo.

Há alguns fatores conjunturais atuando em favor do Bradesco. Dado o peso dos negócios de crédito e seguros no balanço do banco, ele deverá ser um dos maiores beneficiados da alta da Selic. Em paralelo, esperamos uma reversão parcial no pesado provisionamento feito ao longo de 2020, que deve também melhorar o resultado do banco.

Engie

Ação: EGIE3

Comentário: Matheus Pacheco, analista da Órama Investimentos 

A Engie é uma empresa com foco em geração de energia elétrica, mas também com participações em distribuição e em gás natural. Desde a privatização, foi excelente pagadora de dividendos, bem como excelente alocadora de capital, entrando em projetos atípicos com alta taxa de retorno e tendo sucesso consistente. 

Além das boas perspectivas associadas às iniciativas recentes no mercado de gás e em eólicas, recomendamos a ação nesta carteira especialmente pelos proventos recorrentes que a companhia paga aos acionistas.

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