CEO do Bradesco disse que a inadimplência do banco está sob controle

O Bradesco, o segundo maior banco privado do país, divulgou na terça-feira à noite um aumento de 73,6% no lucro do primeiro trimestre

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Por Carolina Mandl, da Reuters

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 A inadimplência no Bradesco está sob controle apesar de a decisão do banco de fazer uma provisão extra de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre para amortecer os efeitos da pandemia coronavírus, afirmou nesta quarta-feira (5) o presidente-executivo, Octavio de Lazari.

Ele disse a analistas que o banco provavelmente encerrará 2021 entre R$ 15 bilhões e R$ 16 bilhões em provisões para perdas com empréstimos, quase o ponto médio da perspectiva anual divulgada em fevereiro.

“Estou muito positivo com a recuperação econômica do Brasil nos próximos meses”, disse o executivo após ser repetidamente questionado sobre a qualidade do crédito do banco em meio a uma segunda onda brutal da pandemia na maior economia da América Latina.

O Bradesco, o segundo maior banco privado do país, divulgou na terça-feira à noite um aumento de 73,6% no lucro do primeiro trimestre, visto que suas provisões para perdas com empréstimos caíram 41,8% em relação ao ano anterior.

Com muitos bancos não conseguindo recuperar empréstimos, o banco decidiu aumentar sua provisão em R$ 1 bilhão.

Por volta de 14:30, as ações preferenciais do Bradesco subiam 0,4%, a R$ 23,90, após terem oscilado entre a máxima de R$ 24,02 e a mínima de R$ 23,14 em desempenho sempre mais fraco do que o Ibovespa e dos papéis de seus pares do setor privado.

O índice de inadimplência 90 dias do banco atingiu 2,5%, alta de 0,3 ponto percentual ante os três meses anteriores, afetado principalmente por pequenas empresas e pessoas físicas.

O indicador provavelmente aumentará até o final de 2021, mas para níveis pré-pandêmicos, acrescentou Lazari, já que a extensão de prazos para a quitação de empréstimos está mantendo a inadimplência em níveis anormalmente baixos.

Ele disse que as provisões feitas no ano passado devem ser suficientes para cobrir o aumento esperado.

Com a redução do tráfego em suas agências devido à pandemia e a competição com novas empresas financeiras pesando na receita de tarifas do Bradesco, Lazari disse que o banco trabalhará para reduzir os custos operacionais em pelo menos 5%.

O fechamento ou redimensionamento de 300 a 400 agências este ano está entre as medidas a serem tomadas para atingir essa meta, disse o executivo. O Bradesco encerrou março com 3.312 agências, mais de 1.000 unidades há menos de um ano.

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